"I remember when i first moved here,
a long time ago
´Cause I heard some song
I used to hear back then,
a lone time ago.
I remember when, even further back,
in another town,
´Cause I saw something written
I used to say back then,
hard to comprehend.

"And the question is,
was I more alive
then than I am now?
I happily have to disagree;
I laugh more often now,
I cry more often now...

I am more me".

"Objects Of My Affection"
Peter, Bjorn & John.








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DEUS É BOM PARA MIM


Dois amigos meus que tinham ido morar fora de Brasília voltaram para cá essa semana. Um outro volta no mês que vem.

Aí eu fico muito mais feliz.



 Escrito por Rindu às 16:51
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TEMPO CORRIDO


Depois de mais de quarenta anos vivendo para acordar cedo e ir trabalhar no Hospital de Base, o meu pai aposentou-se. Ou, como ele mesmo gosta de frisar, "foi aposentado": o governo Arruda recusou-se a prosseguir empregando servidores já aposentados nos quadros do funcionalismo distrital.

Meu pai sempre foi a epítome daquele cara que vive para trabalhar, ao invés de trabalhar para viver. A sua função na Unidade de Pediatria do Hospital de Base sempre foi a sua vida, e não parte dela. Agora que ele foi literalmente impedido de continuar com essa rotina, eu me preocupo com como vai ficar a cabeça dele.

A maioria das pessoas sonha em aposentar-se para poder finalmente fazer da vida o que sempre quis, mas nunca pôde. Acordar tarde, malhar mais, viajar muito, fazer aquele curso que sempre foi deixado de lado por falta de tempo. Tudo o que era impossibilitado por causa das responsabilidades da vida profissional, os filhos ainda por criar, muitas contas a pagar. Uma vez livres de chefes e prazos, filhos criados e a aposentadoria regularmente depositada na conta corrente todo mês (se tiver um complemento de previdência privada, melhor), supõe-se que os aposentados experimentem uma grande euforia de liberdade, um gás renovado para gozar o resto de suas vidas do jeito que quiserem. Mas freqüentemente as coisas não acontecem bem assim, não. Principalmente em casos como o do meu pai.

Quando eu estava na faculdade, era horrível quando as minhas férias coincidiam com as do meu pai. Ele brigava comigo toda manhã, porque achava que eu deveria continuar a acordar cedo mesmo tendo coisa alguma para fazer. Ele próprio era incapaz de preencher o tempo em que estaria no Hospital fazendo outra coisa. Não viajava, não ia dar uma malhada, não arranjava um livro para ler. Limitava-se a acordar na hora de sempre, tomar o café da manhã, ler o jornal, fazer as palavras-cruzadas e encher de quem estivesse em volta. Um suplício.

Acho que meu pai pensava em continuar trabalhando até cair morto em cima dalgum paciente. Provavelmente aposentar-se nunca passou por sua cabeça de forma concreta porque ele se sentia seguro, no controle da sua vida enquanto era útil no Hospital. Ele nunca investiu no que viria depois da sua carreira profissional, como uma casa de praia, ou o desenvolvimento de um hobby. Agora que a a carreira encerrou-se compulsoriamente, eu temo que ele acabe perdendo o rebolado de vez.

Agora ainda tem a reforma da casa, coisas a resolver, contas a pagar. Mas e depois? Se meu pai empijamar, acabou-se: conheço-o bem o bastante para saber que se isso acontecer, a coisa vai seguir ladeira abaixo. Isso me preocupa.

Acho que é por causa do exemplo que eu tenho em casa que eu me recuso a colocar todos os meus ovos em um cesto só, viver a minha vida numa única frente... mas aí acaba que eu às vezes me espalho tanto por aí que acabo não conseguindo me concentrar em nada, hahahahaha.

Vai ver, já nasci aposentado.



 Escrito por Rindu às 11:09
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AYE, MILADY


Nome: Rindu Hurricane. Ou Régis mesmo.

Apelidos: Sou a única pessoa que tem o apelido maior que o nome: Reginaldo. Para uns inpirados, Regineuras.

Aniversário: 20 de novembro de 1975. 

Cidade: São Paulo pelo cosmopolitismo. Rio de Janeiro pela paisagem. Belo Horizonte pela sensação de lar. 

Signo: Escorpião.

Olhos: Castanhos escuros.

Uma cor: Preto.

Um verbo: Acontecer.
 
Uma roupa: O trio infalível jeans-camiseta-tênis. 

Uma novela: "Vale Tudo", claro.

Um horário: Cinco da tarde. Sempre sou feliz às cinco da tarde.
 
Um dia: Quinta-feira. Não sei por quê. 

Um mês: Abril. Ou Outubro. 

Um calçado: Tênis. Sempre.

Um refrigerante: Coca-Cola Light.
 
Um suco: Manga.

Um animal: Um cão boxer, que eu não tenho. E nem sei se quero ter.

Uma letra: R. Por motivos óbvios. 

Uma sílaba: Fé.

Uma comida: Qualquer coisa que tenha carne. E carne vermelha.

Uma estação: Primavera.

Uma fruta: Jambo.

Uma matéria: História.

Um professor: Deus.

Uma música: "Bittersweet Symphony", sempre. 

Uma banda: Coldplay.
 
Um passatempo: Me sentar na beira do Lago Paranoá, ouvir o vento e me deixar hipnotizar pela movimentação da água.

Um esporte: Natação.

Um super héroi: Super-Homem.
 
Um seriado: "E.R."

Um time: Cruzeiro

Um medo: Ser o último.

Uma mania: Sempre grampear paralelamente à borda superior da folha de papel.

Um chocolate: Bombom Sonho de Valsa. 

Um signo: Virginianos. São intirigantes.
 
Um ídolo: Pow, J.C., claro. E uma renca de santos aí. Ultimamente, São João da Cruz.

Um instrumento musical: Piano.

Um colégio: Colégio Marista, claro.
 
Adoro: Fazer nada tendo por companhia alguém bem legal.

Amo: Meu apostolado. 

Odeio: Traição, em todas as formas que ela pode tomar. 

Ciúmes: Se está comigo é porque quer. Se está comigo e com outro, é porque nunca esteve comigo na verdade. Então não posso sentir-me roubado de algo que nunca tive. 

Um segredo: Tantos...

Flor: Tulipas.

Um sorvete: Vale Chicabon?

Shopping: Tenho preguiça.

Um CD: "Verde-Amarelo, Anil, Cor-de-Rosa e Carvão", Marisa Monte. 

Um estilo musical: Electro.

Um sentimento: Conquista.

Um presente: Um CD gravado. Ou uma miniatura para a minha coleção de monumentos famosos.

Um dia: Manhã ensolarada, fim de tarde tempestuoso. 

Uma sala de aula: Matéria interessante, turma integrada e interessada. 

Faculdade: Arquitetura.

Um filme: "E O Vento Levou..."

Uma paixão: Ler, conhecer, aprender. 

Um amor: Existe?

Saudades: De tanto que passou. E que não deveria ter passado.

Uma coisa cansativa: Gente que não é, sabe que não é, e quer ser.
 
Um momento: A ventania antes de uma tormenta de primavera.

Dia ou noite: Adoraria ser do tipo que acorda cedo por natureza... acabo preferindo as tardes por causa disso.

Praia ou montanha: Praia.

Sol ou chuva: Um dia radiosamente ensolarado, com uma tempestade relampejante a partir das cinco da tarde. 

Uma balada: Boa música + boa companhia + bom ambiente + disposição. 

Um defeito: Meu temperamento excessivamente colérico.

Uma qualidade: Lealdade.


 Escrito por Rindu às 08:19
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O FABULOSO DESTINO DE RINDU HURRICANE


Na semana retrasada eu finalmente consegui assistir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", depois de uns bons três ou quatro anos de atraso. Seria redundante eu dizer que gostei muito do filme, porque eu simplesmente não conheço vivente que não o tenha considerado um dos melhores que já assistiu na vida. E tanta aclamação é justificadíssima: a história é doce, sem ser melosa; os atores desempenham seus papéis com perfeição; o lirismo é presente o tempo todo, sem ser enjoativo; e a fotografia é absolutamente onírica.

Acho que o que mais me chamou a atenção no filme foi a forma com que o narrador apresenta os diversos personagens, identificando-os por meio das pequenas idissiocrasias que todo mundo cultiva e que, na maioria das vezes, passa despercebida. Por causa disso eu passei a tentar perceber os pequenos prazeres que a gente tem todos os dias, e que justamente por serem corriqueiros a gente sequer se dá ao trabalho de notá-los.

Ou seja: a vida é colorida, sim. Nós é que não percebemos porque não enxergamos os tons de aquarela que estão presentes todos os dias da nossa existência. O mundo nos condiciona a só nos impressionarmos com as cores vibrantes.

Eu resolvi preparar uma listinha desses meus pequenos prazeres corriqueiros, para ver se ainda sou movido por presentes escondidos no cotidiano. Consegui lembrar de alguns:

  1. Adoro quando falta luz por causa de uma tempestade cheia de raios;
  2. Adoro quando o resto de leite que há numa caixa longa-vida já aberta dá exatamente para encher um copo, sem sobrar nada na caixa  e nem ser preciso abrir outra para completar o que faltar;
  3. Adoro quando eu pego o último saquinho de chá na caixa;
  4. Adoro quando sintonizo um canal qualquer na televisão e aquele programa que eu adoro, mas não lembrava quando iria passar, está começando;
  5. Adoro quando encontro um pacote de chocolate granulado perdido nalgum armário;
  6. Adoro quando venta muito, mas muito mesmo, e o meu cabelo vira um verdadeiro mafuá;
  7. Adoro o vento com cheiro de chuva da primavera em Brasília;
  8. Adoro chocolate velho, já meio embranquecido. Se for gelado então, melhor ainda;
  9. Adoro a cantilena da calha da casa da minha avó quando chove;
  10. Adoro acordar de uma soneca e ver que algum dos meus cachorros veio se aninhar em mim enquanto eu dormia.

Olha, se a gente pensar bem, nem é tão difícil assim ser feliz.



 Escrito por Rindu às 11:05
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