A JUSTIÇA TARDA MAS NÃO FALHA
Sexta-feira passada foi o meu último dia no Programa.
Passei exatamente seis meses naquele lugar. Seis meses muito bons e muito ricos em termos de experiências e vivências, mas também muito duros. Nesse tempo eu tive que aprender a conviver com muita fofoca, muita conspiração, muita maledicência. Tive que juntar forças dia após dia para ir trabalhar num ambiente pesado, hostil, maldoso e cheio de gente machucada, cruel.
Lógico que fui vítima desse sistema de coisas. Tive meu nome na boca de Irene, tentaram puxar o meu tapete, fazer a minha cama.
Se deram mal, porque Deus é mais.
Ao invés de reagir, partir para cima e confrontar, eu preferi ficar na minha. Rezei muito, muito mesmo, pelas pessoas que nutriam antipatias infundadas contra mim. E trabalhei calado, me esforçando para sempre fazer o meu melhor.
E a justiça de Deus não tardou.
Se a choldra não ia com a minha cara, em compensação todos que são alguém dentro do Programa me tinham em alta conta. Ter grandes autoridades dentro da Organização virem se despedir de mim, lamentando terem me perdido para a outra Organização, lavou a minha alma. Me ofereceram contra-propostas que eu tive que recusar, mas que serviram para compensar toda a agonia dos meses anteriores.
E, o que é melhor: a minha saída parece ter desencadeado um tempo ruim para os desocupados que se julgam fiscais da vida alheia.
Quero mais é que ardam no inferno.
Escrito
por Rindu às 22:36
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