DE REPENTE, ACABOU
Quem me conhece mais de perto sabe que a minha vida estava num ritmo louco desde meados de setembro do ano passado. Sem trégua nem refresco, nesses oito meses eu passei por um fim de namoro, duas mudanças de emprego, o sofrimento para as minhas ambientações, uma série de crises existenciais, a coordenação geral de um encontro, a mudança do meu melhor amigo para a Europa, o pastoreio de um grupo de oração a partir do nada, deslealdades inomináveis, dilemas vocacionais, o trabalho em duas equipes-chave em dois movimentos diferentes, decisões cruciais, a viagem para a Canção Nova na Páscoa...
Ontem se encerrou o último dos compromissos que me prendiam ao chão e consumiam os meus preciosos fins-de-semana. E, de repente, eu estou livre. Não estou envolvido em nada, sendo esperado em lugar algum, tendo que tomar nenhuma decisão. De repente eu tenho a minha vida para mim -- mas por pouco tempo, porque Deus é Pai.
Confesso que ter chegado vivo, são e com os mesmos 76 quilos de sempre do lado de cá dessa epopéia toda me surpreende. Em outras épocas eu me imaginaria morto só de pensar em enfrentar tudo isso assim, de uma vez só, gute-gute.
Agora chegou a hora de recarregar baterias, descansar. Férias.
Embarco para Fortaleza no próximo sábado, e fico no Ceará até o domingo da semana seguinte. Os fins de semana eu vou passar na capital, na casa de uma amiga; de segunda até sexta-feira eu vou visitar uma outra amiga que está trabalhando numa base do Projeto Tamar numa vila de pescadores no meio do nada.
Lá eu juro que quero me esquecer do meu nome.
Escrito
por Rindu às 17:05
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