"I remember when i first moved here, a long time ago ´Cause I heard some song I used to hear back then, a lone time ago. I remember when, even further back, in another town, ´Cause I saw something written I used to say back then, hard to comprehend.
"And the question is, was I more alive then than I am now? I happily have to disagree; I laugh more often now, I cry more often now...
Há nove meses este país não sabe o que é viajar de avião de forma ordeira e tranqüila. Há nove meses contratos de prestação de serviços firmados entre companhias aéreas e seus passageiros não são cumpridos como deveriam.
E para esses passageiros lesados, a mensagem da gloriosa Ministra (?) do Turismo é: se não dá para evitar o estupro, relaxem e gozem.
Há nove meses instalou-se uma baderna sindicalista no meio dos controladores de vôo que visceja livremente sob as vistas grossas do nosso Presidente Pudim-de-Cachaça e seus asseclas. Essa baderna lesa direitos, subverte a hierarquia militar, causa prejuízos livremente e não encontra detente porque o Poder Executivo Federal está ocupado demais na sanha de pilhar os cofres públicos e instaurar uma tirania proto-chavista no meio de nós.
É Lula de novo, ferrando o povo (menos seus filhos empresários e seu irmão lobista).
Estou há quase um ano sem me relacionar com ninguém. Nenhum flerte, nenhum namorico, nada. É verdade que aqui e ali aconteceram umas ficadas e tal, mas nada que não pudesse ser contado nos dedos de uma mão e que ultrapassasse a fronteira de um telefonema amigável no dia seguinte. De resto, tem sido eu, eu mesmo e Deus.
Passado assim tanto tempo, tem ficado nítido para mim que relacionar-me é algo que me faz mal. Eu perco o meu ponto de equilíbrio, saio dos trilhos, sou atirado num torvelinho de emoções súbitas e obsessões assustadoras. Dói. O pertencer e o possuir causam em mim reações destrutivas que eu luto muito para dominar, e eu deixo de ser eu mesmo. Tanto desejo e tanto medo despertam instintos ferrenhos de auto-defesa, que me fazem partir para o ataque à qualquer sombra de um passo em falso do inimigo.
Inimigo? Possuir? Pertencer? Sim, isso mesmo. Tenho que admitir que, despidos de todos os eufemismos que eu possa usar para dissimular, esses são os termos crus que podem ser aplicados aos meus relacionamentos quando paixão está envolvida. A perspectiva de entregar-me é matriz de medos inexoráveis, primais, que eu sequer sei de onde vêm, ou mesmo o que são. Uma torrente de emoções que me assalta e dispara o coração como se eu estivesse preso num carrinho de montanha-russa, prestes a ser precipitado num abismo em quase queda-livre.
Apesar de tudo isso, eu sempre teimei e segui em frente. Ainda que ressabiado e com os olhos semi-cerrados e trêmulos, eu largava-me nesse embate interno pelo direito de tentar ser feliz do lado de alguém. Respirava fundo e tentava administrar o medo de ser o que se entregaria primeiro, o que gostaria mais, o que não saberia perder e o que sofreria sozinho.
Na maioria das vezes, eu me estrepei em grande estilo. Me feri um monte e, o que é pior, deixei um rastro de gente muito ferida atrás de mim. Depois de quase um ano sozinho, vi que não tenho mais forças para tanto conflito, tanta angústia. Prefiro continuar só.
Reynaldo Gianecchini está capa de uma Vogue RG que está lá em casa. A Venina me disse que por alguns instantes, olhando de relance, achou que ele era eu.
Para vocês verem: a senilidade tem o seu lado bom.