"I remember when i first moved here,
a long time ago
´Cause I heard some song
I used to hear back then,
a lone time ago.
I remember when, even further back,
in another town,
´Cause I saw something written
I used to say back then,
hard to comprehend.

"And the question is,
was I more alive
then than I am now?
I happily have to disagree;
I laugh more often now,
I cry more often now...

I am more me".

"Objects Of My Affection"
Peter, Bjorn & John.








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DEUS NÃO ME DEIXA NA MÃO


Pois é.

Doeu muito, mas passou.

Deus é mais, e tem pressa.



 Escrito por Rindu às 14:25
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MUITA CALMA NESSA HORA


Às vezes contornar crises e conseguir fazer as coisas voltarem ao normal não é algo que eu consigo fazer de um dia para o outro.

Particularmente no inverno.

Rezem por mim.



 Escrito por Rindu às 15:36
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RESSACA


A desmoralização de quem eu idealizara veio rápida. A galope, na verdade.

Normalmente isso serviria para eu lavar a minha alma, dizer para mim mesmo "não serve para mim", respirar aliviado e tocar o barco para frente.

Bem, de certa forma isso não deixou de acontecer.

Mas, ao mesmo tempo, alguma coisa dentro de mim se mexeu e eu não sei dizer o que é. Pode ser auto-recriminação por ter caído na esparrela de ter me envolvido com aquilo que vi ontem -- "como assim eu perdi os meus critérios e olho-clínico daquela maneira?" Pode ser incredulidade diante da discrepância entre o que eu julgava conhecer e o que acabou por se revelar para mim. E pode ser ainda um resquício da vontade de estar junto (ou seja, uma idealização highlander, refratária).

Em outras palavras, eu sou irremediavelmente uó. Por isso, volto para o casulo (de onde jamais deveria ter saído).



 Escrito por Rindu às 09:19
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PENAS AO VENTO


Deus é muito bom para mim. Me ensina da maneira mais eficaz e dura a me tornar mais humano. Me dá oportunidade após oportunidade de superar os meus ímpetos mais vis, minhas piores fraquezas, para atravessar e superar com a Sua ajuda as maiores humilhações, as piores traições, os golpes mais baixos.

Só quem já teve as suas piores dores expostas e arrastadas pelas ruas da cidade, povoando com alarido as bocas e as mentes de gente leviana e cruel, que outrora pensou contar entre seus amigos, pode entender o que eu sinto. E saber que tamanho escândalo tem sua raiz na irresponsabilidade de quem eu tinha o direito moral e legal de confiar só aumenta a minha angústia. Dói saber que usam contra mim o que de mais íntimo me pertence, num julgamento arbitrário no qual nunca me é dada voz de defesa.

Mas Deus é mais. Sempre mais. Vem me amparando desde sempre, e em momentos como este me sustém de maneira ainda mais vigorosa. Enxuga as minhas lágrimas pelas bofetadas de quem eu menos esperava, e me ensina a esperar em paz, e sem odiar ninguém, o dia em que se cansarão de mim. Tudo passa.

E não há nada como um dia depois do outro.

"Prestai ouvidos, ó Deus, à minha oração, não vos furteis à minha súplica; escutai-me e atendei-me. Na minha angústia agito-me num vaivém, perturbo-me à voz do inimigo, sob os gritos do pecador. Eles lançam o mal contra mim, e me perseguem com furor. Palpita-me no peito o coração, invade-me um pavor de morte. Apoderam-se de mim o terror e o medo, e o pavor me assalta. Digo-me, então: tivesse eu asas como a pomba, voaria para um lugar de repouso; ir-me-ia bem longe morar no deserto. Apressar-me-ia em buscar um abrigo contra o vendaval e a tempestade.

Destruí-os, Senhor, confundi-lhes as línguas, porque só vejo violência e discórdia na cidade. Dia e noite percorrem suas muralhas, no seu interior só há injustiça e opressão. Grassa a astúcia no seu meio, a iniqüidade e a fraude não deixam suas praças. Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia. Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus.

Que a morte os colha de improviso, que eles desçam vivos à mansão dos mortos. Porque entre eles, em suas moradas, só há perversidade. Eu, porém, bradarei a Deus, e o Senhor me livrará. Pela tarde, de manhã e ao meio-dia lamentarei e gemerei; e ele ouvirá minha voz. Dar-me-á a paz, livrando minha alma dos que me acossam, pois numerosos são meus inimigos. O Senhor me ouvirá e os humilhará, ele que reina eternamente, porque não se emendam nem temem a Deus.

Cada um deles levanta a mão contra seus amigos. Todos violam suas alianças. De semblante mais brando do que o creme, trazem, contudo, no coração a hostilidade; suas palavras são mais untuosas do que o óleo, porém, na verdade, espadas afiadas.

Depõe no Senhor os teus cuidados, porque ele será teu sustentáculo; não permitirá jamais que vacile o justo. E vós, ó meu Deus, vós os precipitareis no fundo do abismo da morte. Os homens sanguinários e ardilosos não alcançarão a metade de seus dias! Quanto a mim, é em vós, Senhor, que ponho minha esperança". (Salmo 54)

Se você se pergunta, eu provavelmente posso responder: sim, este post é para você. E você sabe muito bem porque.



 Escrito por Rindu às 08:41
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PARA BURRO SÓ FALTAM AS ASAS


Já faz um tempo que eu não pego um livro para ler. E isso me deixa com uma sensação enorme de estar perdendo o meu tempo e ficando burro. Vi uma reportagem no Jornal Hoje agora há pouco justamente sobre o quão pouco os jovens brasileiros lêem, e isso só me deixou mais angustiado.

Só que eu não sei o que ler. Acho a literatura de topo de prateleira de hoje em dia muito pobre, muito comercial, muito descartável. Algo que te distrai mas não te acrescenta absolutamente nada. E eu quero pôr um pouco de lirismo na minha vida, me admirar com malabarismos lingüísticos, chorar de verdade e me apaixonar por um texto. Quero ficar de ressaca quando o livro acabar. Quero inspirar o que escrevo com o estilo de um grande artista.

A dúvida é: quem? Qual obra?

Acho Guimarães Rosa muito complexo, denso por demais. Uma torrente de palavras que acabam passando despercebidas. Euclydes da Cunha, idem. Poesia, só as modernistas: Cecília, Carlos, Manuel, Oswald, Mário. Fernando Sabino já li todo. De Érico Veríssimo, li quase tudo o que é bom. Sobra Clarice Lispector, de quem eu li muito pouco... mas tenho medo de ela me arrastar para o seu niilismo depressivo, que não vai ser uma influência muito boa para mim exatamente agora.

E aí sigo lendo gibis, bula de shampoo e revistas. Alguém por favor me ajuda?



 Escrito por Rindu às 14:51
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NEW PHASE, NEW SONG, NEW CAPTION


E agora eu me pergunto: a quem escrever?

 Escrito por Rindu às 01:00
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DR. SCHOLL


Acontecimentos recentes me fizeram perceber que a carapaça que eu havia conseguido construir depois do meu último relacionamento está ruindo. Estou voltando a expor meus flancos depois de quase dois anos de reclusão, e tanto tempo me fez perder um pouco da minha capacidade de auto-regeneração -- aquele bounce-back que só os que estão aí dando a cara a tapa pelo mundo têm.

Sou como um calo que naturalmente se amaciou com a falta do atrito que o causou.

Passional e exposto. Isso não tem como dar certo.



 Escrito por Rindu às 23:46
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VAI POR MIM


Se alguma parte de você insiste em te avisar que você vai eventualmente se foder ao se meter nalguma situação, acredite: é certo como 2 + 2 = 4 que isso vai acontecer no fim da história.

É batata. Falo por experiência própria.



 Escrito por Rindu às 00:50
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