"I can't go any further than this I want you so badly, it's my biggest wish.
"Cool, I spend my time just thinking about you Every single day, yes, I'm really missing you And all those things we use to do Hey girl, what's up? It used to be just me and you.
"Can you meet me halfway, right at the borderline? That's where I'm going to wait, for you. I'll be looking out, night and day -- You took my heart to the limit, and this is where I'll stay. I can't go any further than this I want you so badly, it's my only wish.
"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas Across the universe I go to other galaxies. Just tell me where to go, just tell me where you want to meet I navigate myself to take me where you'll be."
"Meet Me Halfway" Black Eyed Peas.
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ENTRE A CRUZ E A ESPADA
Embora seja magro como um cabide, eu tenho cá os meus dilemas com a balança, sim. Ao contrário da maioria, a minha luta sempre foi para manter o meu metabolismo entretido para eu conseguir ficar dentro da faixa dos dez quilos abaixo da minha altura. Ou seja: como eu meço 1,86 m, tenho que manter o meu peso em torno dos 76 kg. E meu, isso às vezes é bem difícil.
O pior é que quando eu estou um pouco abaixo dessa marca, por volta dos 74 quilos, é quando eu me sinto mais bonito -- pelo menos em fotos. Os traços do meu rosto ressaltam-se, meus olhos ficam mais evidentes, e até as roupas têm um caimento melhor (embora meu peito suma ainda mais e as calças caiam por falta de bunda e coxa que as segure). Quando eu estou no meu peso tido como ideal, minhas fotos viram lixo: fico com os traços do rosto mais grosseiros, arredondados, e a pele corada, brilhante. Meus olhos somem, e o meu corpo me deixa com a impressão de que eu sou cilíndrico.
Ontem eu recebi as fotos que tiraram de mim em Belo Horizonte. Em algumas eu estou parecendo o Papai Noel da Coca-Cola de tão corado. Minha avó materna morreria de orgulho de me ver assim "dobrado", mas eu acho uma lástima.
A solução é ser daqueles que tomam bomba e depois secam. Mas cadê disciplina para isso?
Escrito
por Rindu às 11:31
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E NÓS NEM PRECISAMOS DE GUIZOS
Sabe o que eu mais gosto de ver nos Jogos Para-Panamericanos? A estrutura que se monta nesses eventos para dar apoio aos atletas. Tipo, nas provas de corrida com cegos, tem que ter uma pessoa que se disponha a correr com o cara para que ele não saia do caminho. Nas provas de natação é necessário que alguém coloque os nadadores paralíticos ou desmembrados na água, e depois os tirem de lá. Tem também os que ficam na margem com uma vara, para tocar os nadadores cegos e avisá-los que a piscina acabou e que eles podem parar de nadar. E a galera que faz isso está lá, na boa, trabalhando com amor. A maioria nem sobe no pódium na hora da premiação.
Uma vez escreveram no mural da minha sala de sexta-série uma frase que, não sei por que, nunca esqueci: "vivia chorando porque não tinha sapatos, até que vi sorrir um homem que não tinha pés"*. Acho que lembrar disso se aplica a essa época dos jogos e tudo mais, porque é quando se vê todos os dias gente vencendo limites considerados intransponíveis, apesar de uma condição de vida que, aos olhos de muitos, já é uma pré-condição para a derrota.
É inevitável olharmos para nós mesmos nessas horas, e nos envergonharmos do tanto que reclamamos e nos sentimos desgraçados apesar da vida praticamente perfeita que temos. Eu, então, que sou campeoníssimo nessa lamúria, tenho certeza de que muitos daqueles atletas que eu vejo na televisão trocariam de lugar comigo sem pestanejar, se pudessem.
A nadadora japonesa em pânico antes da prova me emocionou. E as imagens dos cegos jogando futebol com uma bola com um guizo dentro para que eles possam achá-la no meio do campo também.
Acho que mais do que valorizar os atletas com necessidades especiais, esses Jogos Para-Panamericanos servem para a gente olhar para o Céu e louvar a Deus por absolutamente tudo, viu.
* Ou, na versão do Alan (colega meu daquela época): "vivia chorando porque não tinha cabelos, até que vi dois carecas brigando por um pente".
Escrito
por Rindu às 16:58
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DE VOLTA ÀS ALTEROSAS
Eu havia prometido a uma amiga que iria a Belo Horizonte quando ela se formasse, para comemorar com ela. Pois veio a formatura e eu cumpri a minha promessa: fui para as alterosas na sexta-feira passada.
Foi ótimo. Abracei-a forte pela conquista, revi amigos, curti primos, espaireci da vidinha modorrenta de Brasília. Com exceção do Manim, que está na Escócia, eu revi todo mundo que queria. O crème de la crème.
O engraçado foi perceber que, mesmo quando não há a colação de grau e comemorações formais, uma formatura em Direito não consegue escapar à sina de se tornar um debate político. Nós ficamos até as duas horas da madrugada de domingo desiludindo mais uma pessoa que achava que o Lula é fofo demais para ser responsabilizado pelo governo ineficiente, corrupto e incompetente que ele e a corja que o assessora montou.
É incrível como tem gente que ainda vota no Mickey Mouse para Presidente da República.
Escrito
por Rindu às 10:00
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