"I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish.

"Cool, I spend my time just thinking about you
Every single day, yes, I'm really missing you
And all those things we use to do
Hey girl, what's up? It used to be just me and you.

"Can you meet me halfway, right at the borderline?
That's where I'm going to wait, for you.
I'll be looking out,
night and day
-- You took my heart to the limit,
and this is where I'll stay.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my only wish.

"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe I go to other galaxies.
Just tell me where to go, just tell me where you want to meet
I navigate myself to take me where you'll be."

"Meet Me Halfway"
Black Eyed Peas.








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OLHA QUE COISA MAIS FOFA


Deu na Folha de São Paulo de hoje:

"A juíza do TRF (Tribunal Regional Federal) Cecília Marcondes disse ontem que recebeu das mãos da própria diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu o documento com as falsas medidas de segurança para pousos de aviões em pista molhada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
O documento foi utilizado para convencer a Justiça a liberar, no início do ano, as operações no aeroporto, que estavam restritas para alguns tipos de aviões. O problema é que a tal norma em questão, a IS-RBHA 121-189, não estava em vigor.
A "norma" que constava do recurso ao TRF (3ª Região) vedava às empresas o uso de aviões com um reverso inoperante em pistas molhadas.
Se estivesse sendo aplicada, o acidente com o vôo 3054 da TAM (199 mortes) teria sido evitado -- naquele dia, a aeronave estava com o reversor direito inoperante, e a pista, molhada".

Fico impressionado quando vejo o quanto o chavismo já é algo profundamente arraigado na ideologia da curriola petista que habita o Palácio do Planalto. Hoje no Brasil, tal qual na Venezuela, se o Poder Judiciário torna-se um entrave para o Poder Executivo, a situação é contornada custe o que custar, sem quaisquer escrúpulos. É bem verdade que na Venezuela os caras já são bem mais arbitrários, mas quer saber? Para mim isso é só questão de tempo para passar a acontecer no Brasil também.

E o Palácio do Planalto teima em lavar as suas mãos da responsabilidade pela liberação do Aeroporto de Congonhas. Se a ANAC não é subordinada a Lula, então a quem será?

E TOP-TOP-TOP para todos nós. Mas muito mais para os 200 azarados do JJ-3054.



 Escrito por Rindu às 11:27
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O BOM FILHO À CASA TORNA


Acho que eu ainda não contei aqui: já faz alguns meses eu estou me organizando para voltar para a casa dos meus pais. Chegou a hora de eu ir morar sozinho, e para isso eu preciso ter a mobília e os eletrodomésticos para montar a minha casa -- daí voltar por uma temporada, para juntar grana para ajeitar o meu cafofo.

Depois de três anos e um mês fora do sistema do resto da minha família, é necessária uma séria e bem profunda preparação psicológica para que esse retrocesso seja o menos traumático possível. Vou ter que abrir mão de todo o meu apego pela minha privacidade, que certamente voltará a ser bem tolhida, bem como terei que reaprender a viver sem muita autonomia. O fato de eu já ter 31 anos de idade pouco influi quanto a isso: voltarei a ter horários, terei que dar satisfações de onde vou e quando volto, e receber hóspedes não será mais algo tão corriqueiro como é agora.

Apesar disso tudo, estou enfrentando toda essa situação com muito otimismo. Para mim essa é uma oportunidade de eu resgatar minhas raízes, e extirpar muita coisa ruim que vem habitando a minha vida nos últimos tempos. Será como um divisor de águas, na verdade. Além do mais, espero que não dure muito tempo: creio que em seis ou oito meses eu já vou poder começar a considerar concretamente arranjar o meu próprio canto, seja ele alugado ou não.

Entretanto, por mais positiva que seja a idéia e a atitude de voltar, ela ainda desperta sentimentos contraditórios em mim -- sobretudo por medo das lembranças de 2002 e 2003... e de vez em quando essa contradição consegue se manifestar.

No domingo passado a minha cunhada me perguntou quando que eu finalmente faria a minha mudança, que vem sendo adiada há tanto tempo. Respondi que me mudaria no dia primeiro de setembro, e automaticamente fiz uma cara contrita, de dor mesmo, por causa do pensamento da mudança. Por azar a minha mãe estava por perto, viu o meu muxoxo e ficou uma onça. Disse que se fosse para me causar tanta contrição, eu não deveria voltar.

Ela estava com razão, e eu me senti mal por tê-la feito presenciar aquilo que, numa leitura distante, pode parecer ingratidão com toda a alegria que ela e meu pai têm manifestado para me receber de volta. Tentei explicar que era por conta de eu perder o jeito que eu tinha organizado a minha vida nesses três anos e tudo mais, não necessariamente pesar por voltar a coabitar com ela. Não sei se ela entendeu.

O que me deixa com uma lição: tenho mais é que trabalhar calado mesmo, ficar bem quietinho na minha, se não quiser ter problemas nos próximos meses.



 Escrito por Rindu às 11:14
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