CIDADÃO LACUSTRE-MERIDIONAL
Pois é, neste fim de semana prolongado não tive para onde correr: joguei caminhões de cacarecos inúteis fora, juntei o que sobrou em mais de dez caixas e me desabei para a casa dos meus pais ontem à tarde. E fiquei até quase duas horas da manhã arrumando as coisas, serviço esse que aliás certamente ainda vai se prolongar pelos próximos dias, senão semanas.
Quando eu finalmente vi o meu quarto na Asa Sul vazio, sem vestígios de mim, não me agoniei como pensei que faria. Esse passo, além de inexorável, foi muito bem pensado e ponderado, e não tenho dúvidas de que eu estou fazendo o melhor movimento no tabuleiro da minha vida. Senti coisas semelhantes quando descarreguei a tralha na casa dos meus pais: a certeza de que é temporário, a alegria de ter voltado para os meus e o alívio de, finalmente, não mais estar pisando em terra estrangeira. Pode parecer que não, mas essa mudança me deu uma sensação ainda mais plena de estar no controle da minha vida.
Lógico que virão os perrengues típicos de quem vive em família -- sobretudo na minha família. Mas já entrei em casa ontem me condicionando a fazer dessa uma experiência de paciência, silêncio, abnegação. Os momentos difíceis e críticos são diamantes que Deus deixa pelo caminho da nossa vida, para que possamos com eles montar a coroa da santidade forjada no auto-controle.
Eu mudei nesses três anos. Saí dali Rindu em 2004, e voltei Régis em 2007. Mas um Régis que aprendeu um monte com Rindu.
Escrito
por Rindu às 11:34
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