"I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish.

"Cool, I spend my time just thinking about you
Every single day, yes, I'm really missing you
And all those things we use to do
Hey girl, what's up? It used to be just me and you.

"Can you meet me halfway, right at the borderline?
That's where I'm going to wait, for you.
I'll be looking out,
night and day
-- You took my heart to the limit,
and this is where I'll stay.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my only wish.

"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe I go to other galaxies.
Just tell me where to go, just tell me where you want to meet
I navigate myself to take me where you'll be."

"Meet Me Halfway"
Black Eyed Peas.








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NA MEDINA


Fui convidado para o Orkut em novembro de 2003, numa época em que ninguém sabia ainda o que era isso. Para se ter uma idéia, mal havia comunidades em português; a primeira comunidade de escorpianos foi criada por mim.

Naquela ocasião o álbum do perfil do falecido Rindu Roitman ficou completo com 12 fotos, todas dos meus tempos de modelo, e que eventualmente acabaram usadas para dar rostos a perfis falsos (todos oportunamente denunciados e excluídos do sítio). Mais tarde eu saí do Orkut por um tempo, e quando voltei adotei toda uma abordagem diferente em relação à exposição da minha imagem.

Isso se refletiu na maneira com que eu preenchi o meu perfil, limitei a quantidade e a natureza das minhas comunidades (outrora eram mil comunidades auto-afirmativas, todas do tipo "Deuses do Orkut" e "A Sua Inveja Faz A Minha Fama"), adotei critérios para adicionar contatos e, é claro, usei o meu álbum. A princípio eu sequer queria colocar foto alguma minha ali; mas logo houve pedidos para que eu exibisse uma ou outra foto tirada em festas ou eventos. Também havia a necessidade de retribuir homenagens que eu recebi em alguns álbuns de amigos.

Então resolvi que só colocaria fotos minhas acompanhado de pessoas que gosto, em situações bem alegres, e sem resquício algum do poseur que eu já fora ali em outras circunstâncias. E que sempre faria um rodízio para poder "homenagear" cada vez mais gente ali no meu perfil.

Até agora era um problema escolher quem e que foto eu colocaria no meu álbum, tudo por conta da limitação de 12 míseras imagens. Mas recentemente o Orkut liberou espaço para até 25 fotos, e tudo virou festa! Ontem à noite mesmo eu montei a minha seleção, aproveitando a recém-instalada internet no meu quarto, e fiquei bem orgulhoso com o resultado.

O detalhe é que quase todas as fotos foram tiradas por mim mesmo, com a minha câmera fujona. Uma felicidade só.



 Escrito por Rindu às 16:43
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MALDITA MEMÓRIA OLFATIVA


Apareceu um fungo na tinta do teto do meu banheiro.

Aliás, isso já vinha havia anos, décadas: o teto do meu banheiro sempre ficava com uma cor ferruginosa, e a tinta descascava. Achávamos que era infiltração, mas agora na reforma descobriram que era um fungo que, alojado na laje, consumia a tinta.

(Aliás, "alojado na laje" ficou estranho).

O jeito para matar esse fungo é tirar toda a tinta do teto, expor a laje e dar várias demãos de água sanitária, por vários dias consecutivos. Isso tem empesteado o meu quarto com aquele cheiro bem... peculiar.

Era só essa que me faltava.



 Escrito por Rindu às 17:26
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NÃO É SÓ NO EGITO, NÃO


Brasília também tem as suas sete pragas, enviadas sucessivamente por Deus nessa época para castigar esse povo incréu do quadradinho, todos os anos:

  1. Primeiro o frio, que nos traz os surtos de gripe do fim do outono;
  2. Depois a escuridão, que nos atira num recolhimento isolado;
  3. Então vem a seca, e com ela narizes sangrando, lábios trincados, cutículas inflamadas e incômodo para respirar;
  4. Com ela, a poeira com suas rinites, alergias, carros ruços e cabelos involuntariamente tingidos de acaju;
  5. O calor sobrepõe-se então para nos dar a sensação de combustão espontânea ao andar na rua;
  6. E vem a névoa seca com o seu hálito envenenado que nos calcina os brônquios e cessa o vento;
  7. Por fim, a invasão dos insetos: as cigarras que nos tiram a paz com sua cantoria, e as aleluias que invadem cada canto, cada narina ou boca.

Quero só ver quando é que Moisés vem abrir o Mar Vermelho para me tirar daqui.



 Escrito por Rindu às 17:49
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