NÃO MORRI, NEM SUMI
Só tenho estado imerso num grau tal de tédio e apatia que meus dias parecem ser praticamente iguais. E, em consequência disso, obviamente eu não tenho encontrado argumentos ou ânimo para sentar e escrever um post que preste. Daí só me resta ficar assim ausente, esperando aparecer um assunto, ou escrever um post genérico como esse.
Me perdoem.
Aliás, ter assunto nem é tanto o meu problema, porque quem já lê o Quarto 1222 há mais tempo há de se lembrar dos meus tempos áureos de blogueiro, em que os posts eram bem fartos aqui. Agora, parece que a fonte secou, porque eu tenho tido tanta preguiça para escrever que os assuntos que eu vou pautando acabam por perderem a graça ou o timing. Aí eles seguem sem serem escritos e eu, silente.
Tenho passado os meus sábados enrolado com coisas da Igreja, para depois descansar delas na beira da piscina, na tarde de domingo, depois de ter dormido a manhã inteira apesar do calor que tem feito. Tenho saído, pero no mucho -- na verdade acho que deveria sair mais, porque tenho percebido que já estou pronto para entabular um novo relacionamento. E quem é visto é lembrado, não é mesmo minha gente?
Entretanto, até mesmo a idéia de relacionar-me me enche de preguiça. Tenho preguiça demais para paquerar, o que é pior, preguiça ainda maior para aplicar-me em fazer a paquera vingar. Daí quando eu me deparo com uma situação dessas eu prefiro concentrar-me em deixar de ser solteiro para ser apenas sozinho por mais algum tempo. É tão confortável ser sozinho!
Aliás, só recentemente eu descobri a sutil diferença entre estar sozinho, solteiro e solitário. Estou sozinho, não necessariamente solteiro. E fujo de estar solitário a todo custo.
Preciso comprar roupas: camisetas, bermudas, até cuecas. Tenho que expulsar o marasmo do meu guarda-roupas. Preciso comprar um monte de coisas -- quem não precisa? -- mas o tédio me faz ficar me perguntando se eu preciso mesmo daquilo, assim tão urgentemente. Como geralmente a resposta é não, eu sigo sem comprar nada. Minha conta-corrente agradece, mas a minha nudez se ressente.
Preciso viajar também. Belo Horizonte em finados, São Paulo na República, Rio de Janeiro no réveillon. Mas isso são só planos, com os quais eu não tenho certeza de que o gerente da minha conta vai concordar. Mas isso a gente vê depois.
Vou passar o feriadão em Brazlândia, uma cidade-satélite daqui de Brasília, filmando (ou ajudando a filmar, ou fingindo que filmo, não sei ainda) um documentário sobre a mega-missão da Juventude Missionária. Pode ser que seja divertido, mas certamente será inusitado. Espero que isso me sacuda o bastante para me tirar do marasmo e escrever um post decente depois.
Pois é, por ora isso é tudo. A gente mantém contato.
Escrito
por Rindu às 15:53
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