"I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish.

"Cool, I spend my time just thinking about you
Every single day, yes, I'm really missing you
And all those things we use to do
Hey girl, what's up? It used to be just me and you.

"Can you meet me halfway, right at the borderline?
That's where I'm going to wait, for you.
I'll be looking out,
night and day
-- You took my heart to the limit,
and this is where I'll stay.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my only wish.

"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe I go to other galaxies.
Just tell me where to go, just tell me where you want to meet
I navigate myself to take me where you'll be."

"Meet Me Halfway"
Black Eyed Peas.








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ATUALIZADO


Tem post de aniversário aí embaixo, ó.



 Escrito por Rindu às 14:51
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32


Hoje é o meu aniversário.


Desculpem só agora eu estar sentando para escrever o meu post de aniversário, mas é que essa semana foi bem estranha para mim. Nem foi tão corrida no trabalho, mas muito dispersiva em termos pessoais. Passei a maior parte dos dias com a cabeça nas nuvens, procrastinando o máximo que pude e dando plena vazão a todo escapismo que eu possa nutrir. A razão disso tudo, eu fiquei por entender. A cabeça da gente funciona de um jeito meio estranho às vezes.

É engraçado que nesses quase seis anos de blog, os meus posts de aniversário viraram uma tradição. Para mim, são quase que marcos anuais, que sinalizam o início de toda uma fase de auto-avaliação do ano que passou e concepção de metas para o ano seguinte. Aqui nos arquivos só está disponível o post do ano passado, que inclusive abriu essa nova fase do Quarto 1222. Talvez alguns leitores mais antigos lembrem dos posts dos anos anteriores, quase sempre baseados nalguma música (aliás, este blog é sempre baseado em músicas). Particularmente, o post de 2004 é um dos meus favoritos. Poucas vezes o tema foi tão bem representado por uma música: "Vinte E Nove", Legião Urbana -- era a minha idade à época.

Um dos motivos para eu custar a escrever este post foi não conseguir encontrar uma música que conseguisse traduzir como me sinto agora. Então acabou que eu decidi fazer este post sem música nem nada mesmo. E talvez justamente isso simbolize a minha atual fase.

Creio que este ano que passou foi o primeiro em que eu, de fato, me senti adulto. Aparentemente só agora percebi que realmente ocupo um lugar no espaço, e que por isso as minhas ações, decisões e atitudes têm conseqüências. Foi estranho me dar conta de que as pessoas à minha volta passaram a levar a sério -- muito a sério, até -- o que eu digo. Minhas decisões passaram a ser respeitadas, minhas ordens, cumpridas. Minhas responsabilidades, cobradas. E eu finalmente me senti construindo algo concreto na minha vida.

Pus os pés no chão, parece. Finalmente.

Chegou a hora de passar menos tempo pensando na minha vida, e mais empenhado em vivê-la tal qual ela se apresenta para mim. Por isso não tenho planos, não tenho metas, não teço empreitadas para o meu trigésimo-terceiro aniversário. Deixo tudo por conta de Deus.

E vou vivendo.



 Escrito por Rindu às 16:59
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DE COLISÕES E ABALROAMENTOS


Tudo na vida serve de aprendizado, isso é algo que não se pode negar. A insensatez de negar isso é a certeza de que todo um padrão de infortúnios continuará acontecendo pela vida afora, até que enfim ou morramos ou aprendamos. Simples assim.

Pessoas mudam de idéia, e isso é um direito inalienável delas. Quem está em volta que se vire para adequar-se e reposicionar-se frente às novidades. Simples assim.

Aprendizados? Muitos. Não ser idealista -- pelo amor de Deus, eu já deveria ter parado com isso há uns dez anos. Não ser impulsivo, a que igualmente se aplica a observação anterior. Dar mais ouvidos às minhas intuições (será que eu ouço alguém ousar dizer "eu te avisei..."?).

E, sobretudo, aprendi que se um dia for eu o que mudou de idéia -- e isso já aconteceu incontáveis vezes -- eu tenho o dever moral de comunicar a minha disposição em português claro a quem de direito, imediatamente. E não tomar quaisquer ações que contradigam isso, por mais tentadoras que elas sejam.

Por fim, aprendi a nunca mais viajar sem trazer comigo uma carga de valeriana.



 Escrito por Rindu às 10:17
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