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Hoje é o meu aniversário.
Desculpem só agora eu estar sentando para escrever o meu post de aniversário, mas é que essa semana foi bem estranha para mim. Nem foi tão corrida no trabalho, mas muito dispersiva em termos pessoais. Passei a maior parte dos dias com a cabeça nas nuvens, procrastinando o máximo que pude e dando plena vazão a todo escapismo que eu possa nutrir. A razão disso tudo, eu fiquei por entender. A cabeça da gente funciona de um jeito meio estranho às vezes.
É engraçado que nesses quase seis anos de blog, os meus posts de aniversário viraram uma tradição. Para mim, são quase que marcos anuais, que sinalizam o início de toda uma fase de auto-avaliação do ano que passou e concepção de metas para o ano seguinte. Aqui nos arquivos só está disponível o post do ano passado, que inclusive abriu essa nova fase do Quarto 1222. Talvez alguns leitores mais antigos lembrem dos posts dos anos anteriores, quase sempre baseados nalguma música (aliás, este blog é sempre baseado em músicas). Particularmente, o post de 2004 é um dos meus favoritos. Poucas vezes o tema foi tão bem representado por uma música: "Vinte E Nove", Legião Urbana -- era a minha idade à época.
Um dos motivos para eu custar a escrever este post foi não conseguir encontrar uma música que conseguisse traduzir como me sinto agora. Então acabou que eu decidi fazer este post sem música nem nada mesmo. E talvez justamente isso simbolize a minha atual fase.
Creio que este ano que passou foi o primeiro em que eu, de fato, me senti adulto. Aparentemente só agora percebi que realmente ocupo um lugar no espaço, e que por isso as minhas ações, decisões e atitudes têm conseqüências. Foi estranho me dar conta de que as pessoas à minha volta passaram a levar a sério -- muito a sério, até -- o que eu digo. Minhas decisões passaram a ser respeitadas, minhas ordens, cumpridas. Minhas responsabilidades, cobradas. E eu finalmente me senti construindo algo concreto na minha vida.
Pus os pés no chão, parece. Finalmente.
Chegou a hora de passar menos tempo pensando na minha vida, e mais empenhado em vivê-la tal qual ela se apresenta para mim. Por isso não tenho planos, não tenho metas, não teço empreitadas para o meu trigésimo-terceiro aniversário. Deixo tudo por conta de Deus.
E vou vivendo.
Escrito
por Rindu às 16:59
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