"I can't go any further than this I want you so badly, it's my biggest wish.
"Cool, I spend my time just thinking about you Every single day, yes, I'm really missing you And all those things we use to do Hey girl, what's up? It used to be just me and you.
"Can you meet me halfway, right at the borderline? That's where I'm going to wait, for you. I'll be looking out, night and day -- You took my heart to the limit, and this is where I'll stay. I can't go any further than this I want you so badly, it's my only wish.
"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas Across the universe I go to other galaxies. Just tell me where to go, just tell me where you want to meet I navigate myself to take me where you'll be."
"Meet Me Halfway" Black Eyed Peas.
|
|
| |
FOGE, NICKY! FOGE!
Acho que é normal que, quando a gente passa por uma guinada de rumo na nossa vida, às vezes nos perguntemos se talvez não fosse melhor ter ficado onde estávamos, fazendo o que fazíamos e convivendo com quem convivíamos. Essas dúvidas são bem cruéis, e paradoxalmente chegam a fazer a gente ter nostalgia de algo que, num passado não muito distante, nós mesmos renunciamos. E aí chega-se num ponto crítico, em que não se vai nem para frente, progredindo no novo caminho adotado, nem para trás, desfazendo todo o processo de transposição pelo que passamos até agora. A vida pára.
Confesso que eu andava me perguntando isso, depois de mais de um ano num rumo que um dia eu reconheci como sendo o que mais condizia com minha criação, minha personalidade, meus valores. De repente eu comecei a me achar meio sozinho, isolado, e de certa forma com medo de acabar o típico solitário: um cara cercado de gente por todos os lados, mas com o coração vazio e uma vida incompleta. Comecei a me perguntar se isso seria diferente se eu não tivesse afinal dado uma guinada tão acentuada, ou se não tivesse mudado nada, em absoluto, na minha vida tal qual ela era.
E, de fato, essa nostalgia começou a me pegar de jeito, a ponto de eu começar a me ver sem ânimo para seguir em frente e, ao mesmo tempo, sem saber se queria mesmo voltar para o ponto de partida. Fui ficando angustiado ao me questionar, enfim, onde era que eu deveria estar.
E a resposta me veio a galope, ontem de madrugada.
Estar por míseros 20 minutos numa festa e ver todos e tudo de ruim que eu pudesse encontrar na vida, me serviu como confirmação veemente de que eu não devo desviar um milímetro sequer do caminho que já venho trilhando. Foi um mero terço de hora, mas interminável, onde eu senti pesar sobre meus ombros toda a energia negativa de um ambiente decadente, imundo, imoral, mau, repleto de pessoas que não têm nada a ver comigo. Não demorou nem dois minutos ali dentro para eu ter a certeza de que definitivamente aquele não era o meu lugar.
A energia que emanava das pessoas não podia ser pior... eu sentia arrepios horríveis a cada cruzada de olhar, ou vozes e risadas que ouvia em meio a balbúrdia do lugar. Foi um custo para mim manter um semblante sorridente para não transparecer tamanha repulsa que eu estava sentindo. Tudo ali era mau, intrinsecamente mau, essencialmente mau -- a pretensa animação e a escuridão da festa pareciam esconder egoísmos inomináveis, invejas indescritíveis, maldades latentes. Senti-me como se eu estivesse bem no meio de um covil de hienas raivosas, onde a alcatéia estivesse pronta a se aniquiliar mutuamente.
Certamente devo estar exagerando (como aliás é uma característica minha), mas sinceramente não encontro outra maneira de expressar o que vi e senti. Nesses vinte minutos, eu não consegui captar nenhuma vibração positiva de bondade, lealdade ou desprendimento naquele lugar. A verdade é que eu senti um alívio tremendo quando saí daquela casa, embora ainda assim me sentisse agoniado, oprimido, como se de alguma forma aquela urucubaca tivesse me afetado.
Sei lá, acho que preciso passar por um descarrego depois de ontem.
Deus me deu a confirmação de que eu tenho mais é que amarrar firme o leme da minha vida, para não desviar o seu curso em absolutamente nada. Ainda não sei para onde estou indo, mas agora eu já sei quem está me capitaneando. E isso deve bastar para eu não temer o meu futuro.
E nada de existencialismos agora.
Escrito
por Rindu às 17:40
[
]
[
envie esta mensagem ]
[ link ]
|
MM²
Quando eu menos esperava surgiram convites para o show da Marisa Monte no Centro de Convenções. Eu estava morto depois do churrasco, mas não quis nem saber: juntei os meus cacos e fui lá ver a mulher cantar.
Os lugares eram ótimos, bem pertinho do palco, e como era um auditório (ao contrário do Ginásio Nilson Nelson da última vez), eu me permiti alguns rompantes de tietagem porque sabia que ela me ouviria. E cara, não tem como ficar quieto, calado e blasé depois de ouvir "Alta Noite" sendo trinada bem ali, na sua frente. Sim, porque Marisa Monte não canta, em absoluto. Ela trina, como um rouxinol.
Dizem que Marisa Monte é deslumbrada, grossa, temperamental, metida e o escambau. Não sei se isso é verdade, mas se for eu não me importo nem um pouco. Se eu fosse parar dentro do camarim dela e ela me esbofeteasse e depois cuspisse na minha cara ao me ver, eu me sentiria honrado assim mesmo. Sério, se ela gravar um CD de arrotos e peidos, eu compro. Tudo o que vem dela é bom, melódico, belo. Perfeito.
Só queria que um dia ela cantasse "Enquanto Isso" num desses shows, para eu ver. É a minha música favorita dela. Ah, e também que me deixasse declamar a parte do Arnaldo Antunes em "Amor I Love You", que eu sei de cor e salteado.
Tá, esse segundo desejo é exagero e devaneio. Mas fã pode sonhar, né?
Escrito
por Rindu às 12:29
[
]
[
envie esta mensagem ]
[ link ]
|
NA LAJE
E aí que finalmente eu resolvi largar de impregnação e comemorei o meu aniversário, e em grande estilo. Como a reforma da casa dos meus pais está concluída, eu também aproveitei a deixa para promover a reinauguração daqueles salões que já foram tão usados outrora, mas que havia alguns anos andavam meio vazios.
No começo era para ser um churrasquinho normal com os amigos mais próximos, mas paulatinamente a coisa foi tomando proporções maiores. Minha avó e minha tia vieram de Araguari, e uma grande amiga fez-me o favor de pegar um vôo de Belo Horizonte até aqui. E o que era uma festinha virou um festão, e dos mais perfeitos!
Comemorações pelo meu aniversário sempre foram situações constrangedoras para mim. Acho ridículo convidar as pessoas para que me tragam presentes e depois cantem "Parabéns Para Você" para mim. E também é estressante ser cumprimentado e elogiado repetidamente só por causa de uma data. Tudo isso é muito sofrimento.
Essa comemoração, entretanto, por ter sido organizada por mim mesmo, me poupou desses aborrecimentos. Não teve bolo, não teve "Parabéns..." e nem nada: foi só a reunião de um monte de gente que eu amo, alguns dos quais eu até não via havia muito tempo, para compartilhar a minha alegria de ter completado todo um ciclo bem significativo da minha vida. E foi tudo uma delícia.
A melhor parte, para mim, foi o comecinho. A festa começou com a chegada do convidado de honra (que eu espero tenha vindo para ficar para sempre): Jesus Cristo Eucarístico, numa missa celebrada na minha sala de jantar. Foi tão lindo, tão especial... se o churrasco desse pau ou fosse cancelado depois da missa, eu não me importaria. A minha verdadeira comemoração já teria acontecido!
Depois da missa, foi só correr para o abraço. Fez um dia lindo (miraculosamente só choveu no finalzinho, quando todo mundo já tinha ido embora), tocaram as minhas músicas favoritas (embora o meu gosto musical não tenha sido lá uma unanimidade entre os meus convidados), e foi ótimo conversar com tanta gente legal e bonita. Quase todo mundo que importava estava lá comigo! E nem me importei por comprovar a tese de que os donos da festa são sempre o que menos e pior comem. Estou com fome até hoje, mas com o coração cheio de alegria!
E que venham os 33 anos!
Escrito
por Rindu às 12:10
[
]
[
envie esta mensagem ]
[ link ]
|
|