"I can't go any further than this I want you so badly, it's my biggest wish.
"Cool, I spend my time just thinking about you Every single day, yes, I'm really missing you And all those things we use to do Hey girl, what's up? It used to be just me and you.
"Can you meet me halfway, right at the borderline? That's where I'm going to wait, for you. I'll be looking out, night and day -- You took my heart to the limit, and this is where I'll stay. I can't go any further than this I want you so badly, it's my only wish.
"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas Across the universe I go to other galaxies. Just tell me where to go, just tell me where you want to meet I navigate myself to take me where you'll be."
"Meet Me Halfway" Black Eyed Peas.
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TODAS AS ESTRADAS LEVAM A ROMA
"Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei Uma cidade que fabrica sua própria lei Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia Se essa palhaçada fosse na Cinelândia Ia juntar muita gente pra pegar na saída"
"Luís Inácio (300 Picaretas)" Paralamas do Sucesso
Um dos argumentos mais reincidentes na boca de quem até hoje é contra a transferência da capital federal para Brasília é que ela é uma espécie Versailles, impondo entre as instituições governamentais e a massa popular que ela representa um fosso de alguns milhares de quilômetros. Isso pode até fazer algum sentido, se for analisado à distância por quem não mora aqui. Afinal, entre Brasília e qualquer outro vestígio de civilização urbana do Brasil estende-se um grande nada de aproximadamente mil e duzentos quilômetros ou mais, em média.
Mas quando se considera a quantidade de manifestações que são feitas nessa cidade, essa teoria revela-se falsa e cai por terra. Vira-e-mexe Brasília é invadida por centenas de ônibus, que despejam uma turba desocupada e festiva que se diverte às pampas por aqui. Se estiram nos gramados dos Ministérios, tomam sol, fazem piqueniques no meio dos canteiros, tiram fotos nos monumentos e, como não poderia deixar de ser, assistem indiferentes o caos no trânsito causado pela sua presença. Ah, claro: ocasionalmente também gritam algumas palavras de ordem, xingam a quem mandaram xingar e riem um monte depois. Deve ser um programa ótimo, matar um dia de trabalho para vir "protestar" em Brasília.
Ontem mesmo a Esplanada estava toda vermelha, e uma multidão com camisetas da CUT se espalhava por todos os lados. O que vieram fazer aqui, eu não sei (e acho que boa parte deles também não). Mas vi que se divertiram muito, muitas fotos para muitos álbuns no Orkut. Muita sujeira espalhada e, é claro, o trânsito da cidade virou um inferno.
OK, sarcasmo elitista à parte, é impressionante notar como Brasília é, de fato, a capital dos brasileiros. Eu me divirto no trânsito daqui lendo de onde são as placas dos carros à minha volta. E juro: não há estado da Federação que eu já não tenha visto representado sobre quatro rodas por nessas ruas. Gaúchos e mineiros nem contam mais de tantos que são, e encontrar acreanos, roraimenses, e amapaenses não é de todo raro. Queria saber como fizeram para trazer esses carros para cá, porque deve ser um épico tirar um carro de Macapá, por exemplo, em direção ao sul do país.
E também é comum ouvir história de pessoas de lugares extremamente díspares e distantes, tipo Santa Catarina e Piauí, que vieram para cá, se conheceram, e se casaram. É verdade que em geral dessas histórias de mixagem genética não surgem crianças, por assim dizer, "esteticamente favorecidas", mas isso já é outra história.
O importante é que em Brasília os brasileiros das mais diferente origens se congraçam, não é mesmo minha gente?
Escrito
por Rindu às 16:37
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VINTE E UMA SEXTAS-FEIRAS
E não é que já estamos em pleno dezembro? Este ano não teve nem graça, de tão rápido que passou. E o pior é ter consciência de que um monte de coisas aconteceu nesses últimos meses, mas eu não vi em absoluto o tempo passar enquanto eu lidava com tanta coisa.
Será que vai ser assim daqui para frente, eu não ver a passagem do tempo enquanto sou arremessado em direção aos meus "-enta"? Sim, porque depois que esse sufixo entra na nossa idade -- quarenta, cinqüenta, sessenta... -- danou-se tudo. Medo.
Daí que dezembro é um estranho mês constituído de 21 sextas-feiras, cinco sábados e cinco domingos, e com isso eu só me ferro. Ontem, por exemplo, foi o dia de rever o pessoal da minha faculdade. Pizza, conversa jogada fora, eu em casa às duas da manhã, acordei tarde e, é claro, levei uma chamada hoje por conta dos meus atrasos aqui no Escritório. Maldição.
Eu sinceramente gostaria de saber como se faz para reprogramar o meu relógio biológico para ser um desses seres humanos normais que sentem sono às onze da noite. Porque não importa o que eu faça durante o dia, ou que horas eu acorde, invariavelmente eu só fico com sono às duas da manhã. E sou assim desde os meus quinze ou dezesseis anos. Uma lástima.
Estou tentando organizar um motim aqui no Escritório por um recesso de Natal. Outras agências da Organização vão parar (valeu pelo comentário, Avassaladora!) e recebemos um e-mail nos informando que a nossa sede em Roma também vai "diminuir suas atividades" (eufemismo para parar tudo) no período entre o Natal e o Ano Novo. Pow, a gente também é filho de Deus!
Escrito
por Rindu às 12:05
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MANDA MATAR
Acabamos de receber uma mensagem da área de recursos humanos daqui do Escritório: numa linha só, lacônica, nos informava que os dias 24 e 31 de dezembro são dias de expediente normal, que deverá ser cumprido em sua totalidade. E ponto final.
Cara, isso me deixou puto. Muito puto.
Alguém aí me diz que porra é essa que só pode ser feita na véspera do Natal e do Réveillon, sem falta, impreterivelmente? A descoberta da cura da AIDS? O perdão das dívidas externas dos países subdesenvolvidos? A solução para o aquecimento global? A moralização do PT?
Será que conceder-nos esses dois dias -- duas segundas-feiras miseravelmente espremidas entre o domingo e o feriado -- causará o fim do mundo, a colisão dos planetas, a hecatombe do mundo civilizado, a dissolução das Nações Unidas e a instituição de mil anos de trevas e caos no planeta?
Não!
Fico indignado com esse priapismo que acomete chefes na hora de fazer pequenas concessões para a gentalha sob suas ordens. Todo mundo sabe que quem vier -- se vier alguém -- para o Escritório nesses dias só vai pagar horas-bunda de ócio e procrastinação, até dar a hora de ir embora para casa se arrumar e ir comer rabanada na casa da vovó e se embebedar de Sidra Cereser ouvindo "A Harpa E A Cristandade".
Por outro lado, todo o mundo corporativo moderno está careca de saber que é mais do que provado que essas pequenos favores aos funcionários aumentam a auto-estima da galera, o compromisso com a empresa e -- pasmem -- a produtividade. Porque enfim descobriram que quase nunca reter os funcionários no local de trabalho significa produtividade alta, sobretudo no setor de serviços. E eu trabalho no setor de serviços, porra!
Na França, estão reduzindo a jornada de trabalho. Na Coca-Cola, não se trabalha mais às sextas-feiras de tarde, e o traje passeio completo foi abolido. Várias empresas estão mandando seus funcionários trabalharem em casa, por empreitada, conectados pela internet num escritório virtual. E eu tenho que vir trabalhar na véspera do Natal e do Ano Novo.
Não tem diante de mim uma esteira com as peças que eu tenho que montar, nem um balcão com um monte de clientes que eu tenho que atender. Ou sequer algum tipo de equipamento cuja manutenção regular me prenda à sua rotina. Aqui só tem um computador e uma papelada que, mesmo que eu despache nos dias 24 e 31 de dezembro, só vai andar de verdade lá para o dia 03 de janeiro!
Então me diz, povo de Deus: o que eu vou vir fazer nessa porra na véspera de Natal? Para que acordar cedo e me deslocar num dia em que o resto da cidade inteiro vai estar adormecido, embalado pela chuva que certamente cairá? Para que vir me sentar na frente do computador, na minha mesa, e fingir trabalhar sendo que a minha cabeça vai estar a quilômetros daqui? Para que perder um dia inteiro que eu poderia aproveitar para curtir a minha vida e a minha família? Para quê, alguém me diz?
Eu respondo: para o meu chefe saber que eu estou aqui e se sentir fodão. Só pode ser isso.
Cara, tem dia que eu não me aguento.
Escrito
por Rindu às 17:28
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VOMITÓRIO
E aí que o negócio agora nos Estados Unidos é testar seus nervos assistindo a um clipe chamado "2 Girls 1 Cup", e postar a sua reação no YouTube. O filminho mostra duas lésbicas desempenhando as cenas mais revoltantes de cropofagia e outra abominações inomináveis que a humanidade já teve notícia.
Depois de ver tanta gente fazendo vômito no YouTube, eu fiquei até com medo de ir atrás da fonte de tanta repulsa. Mas como a curiosidade está inscrita no meu DNA, lá fui eu jogar no Google e BAM!, eis o filme. Quanta decepção: o negócio é mesmo muito nojento, mas tão tosco, tão tosco, TÃO TOSCO, que nem me causou nada mais forte do que um nojo bem grande.
Eu pensei em disponibilizar o link do vídeo aqui, para quem quisesse testar a resistência do seu piloro. Mas aí pensei melhor e vi que não tem nada a ver com a linguagem deste blog mostrar esse tipo de coisa.
Então quem quiser, joga no Google.
Escrito
por Rindu às 11:56
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