"I remember when i first moved here,
a long time ago
´Cause I heard some song
I used to hear back then,
a lone time ago.
I remember when, even further back,
in another town,
´Cause I saw something written
I used to say back then,
hard to comprehend.

"And the question is,
was I more alive
then than I am now?
I happily have to disagree;
I laugh more often now,
I cry more often now...

I am more me".

"Objects Of My Affection"
Peter, Bjorn & John.








Meu perfil



BRASIL, Homem
MSN - rindu_df@yahoo.com.br





Humor do Dia


Outros links
.   Ralph Luis
.   Ayane
.   Fernanda
.   Milady
.   Sisto Sexto
.   DaniG.
.   Carlos Wilker
.   Caco
.   Gabriel
.   Paulo Hasse
.   Avassaladora
.   -=|Ë¡ Jöãö!?|=-
.   Ariel
.   Streti

Histórico
.   2002
.   2003
.   2004
.   2005
.   2006
24/08/2008 a 30/08/2008 17/08/2008 a 23/08/2008 10/08/2008 a 16/08/2008 03/08/2008 a 09/08/2008 27/07/2008 a 02/08/2008 20/07/2008 a 26/07/2008 06/07/2008 a 12/07/2008 29/06/2008 a 05/07/2008 22/06/2008 a 28/06/2008 15/06/2008 a 21/06/2008 08/06/2008 a 14/06/2008 01/06/2008 a 07/06/2008 25/05/2008 a 31/05/2008 18/05/2008 a 24/05/2008 11/05/2008 a 17/05/2008 04/05/2008 a 10/05/2008 20/04/2008 a 26/04/2008 13/04/2008 a 19/04/2008 06/04/2008 a 12/04/2008 30/03/2008 a 05/04/2008 23/03/2008 a 29/03/2008 16/03/2008 a 22/03/2008 09/03/2008 a 15/03/2008 24/02/2008 a 01/03/2008 17/02/2008 a 23/02/2008 10/02/2008 a 16/02/2008 03/02/2008 a 09/02/2008 27/01/2008 a 02/02/2008 20/01/2008 a 26/01/2008 13/01/2008 a 19/01/2008 06/01/2008 a 12/01/2008 23/12/2007 a 29/12/2007 16/12/2007 a 22/12/2007 09/12/2007 a 15/12/2007 02/12/2007 a 08/12/2007 25/11/2007 a 01/12/2007 18/11/2007 a 24/11/2007 11/11/2007 a 17/11/2007 04/11/2007 a 10/11/2007 28/10/2007 a 03/11/2007 21/10/2007 a 27/10/2007 14/10/2007 a 20/10/2007 07/10/2007 a 13/10/2007 30/09/2007 a 06/10/2007 23/09/2007 a 29/09/2007 16/09/2007 a 22/09/2007 09/09/2007 a 15/09/2007 02/09/2007 a 08/09/2007 26/08/2007 a 01/09/2007 19/08/2007 a 25/08/2007 12/08/2007 a 18/08/2007 05/08/2007 a 11/08/2007 29/07/2007 a 04/08/2007 22/07/2007 a 28/07/2007 15/07/2007 a 21/07/2007 08/07/2007 a 14/07/2007 01/07/2007 a 07/07/2007 24/06/2007 a 30/06/2007 17/06/2007 a 23/06/2007 10/06/2007 a 16/06/2007 03/06/2007 a 09/06/2007 27/05/2007 a 02/06/2007 20/05/2007 a 26/05/2007 13/05/2007 a 19/05/2007 06/05/2007 a 12/05/2007 29/04/2007 a 05/05/2007 22/04/2007 a 28/04/2007 15/04/2007 a 21/04/2007 08/04/2007 a 14/04/2007 01/04/2007 a 07/04/2007 25/03/2007 a 31/03/2007 18/03/2007 a 24/03/2007 11/03/2007 a 17/03/2007 04/03/2007 a 10/03/2007 25/02/2007 a 03/03/2007 18/02/2007 a 24/02/2007 11/02/2007 a 17/02/2007 04/02/2007 a 10/02/2007 28/01/2007 a 03/02/2007 21/01/2007 a 27/01/2007 14/01/2007 a 20/01/2007 07/01/2007 a 13/01/2007 31/12/2006 a 06/01/2007 24/12/2006 a 30/12/2006 17/12/2006 a 23/12/2006 10/12/2006 a 16/12/2006 03/12/2006 a 09/12/2006 26/11/2006 a 02/12/2006 19/11/2006 a 25/11/2006




XML/RSS Feed





Locations of visitors to this page

:: Template by Irv 2.x ::

 

RASTRO-DE-ONÇA


Ontem Dom Cappio, Bispo de Barra, resolveu encerrar a sua greve de fome que já durava 23 dias e que rendeu-lhe um pulinho na U.T.I. recentemente. O resultado do seu protesto foram mesmo só alguns quilos perdidos e uma fome desgraçada, porque as obras das transposição do Rio São Francisco seguem em frente, inexoráveis.

Ou seja, foi tudo em vão.

Eu não tenho opinião formada em relação a essa obra. Acredito mesmo que o impacto ambiental será mesmo muito grande, mas por outro lado é bem apelativo o argumento de que ela encerrará de uma ver por todas a histórica e famigerada indústria da seca no Nordeste. Desse modo, eu era indiferente ao protesto do Bispo, embora o achasse legítimo. Não o apoiei nem o critiquei, mas fiquei atento esperando o resultado disso tudo. Afinal, poderia sair daí um fato histórico: as políticas de Lula gerarem um mártir, ou o Estado dobrar-se a um protesto pacífico.

E aí que não aconteceu nem uma coisa, nem outra. Sem mais nem menos, o Bispo resolveu largar tudo de mão e fazer as coisas voltarem a ser como eram antes no Quartel de Abrantes. Dom Cappio seguirá vivo e robusto, enquanto Lula toca em frente a obra que certamente assinalará o seu governo nas páginas da História -- para o bem ou para o mal.

Entendam, não é que eu queria ver uma tragédia acontecer. Só acho que quem toma uma decisão séria como essa de fazer uma greve de fome, tem que estar convicto e disposto a levá-la até o fim, até as últimas conseqüências. Mesmo que isso implique chegar ao ponto de imolar-se pela causa.

Se acha que na hora do vamos-ver não vai dar conta, que vai pedir arrego, então para quê começar? Para quê chamar tanta atenção para si? Se não agüenta, por que veio?

Uma vez iniciado, a decisão de abandonar um protesto desse tipo exige satisfações muito bem fundamentadas dos seus motivos. Isso porque uma greve de fome comove muita gente, mobiliza multidões, desperta consciências, suscita solidariedade... e isso tudo torna o grevista devedor de algum resultado desse seu sacrifício.

Com Dom Cappio não foi diferente. Ele despertou debates, protestos, greve de fomes solidárias de norte a sul do país. Letícia Sabatella pagou o mico de discursar em cima de uma cadeira em plena Praça dos Três Poderes, e depois chorou em público quando o STF levantou a liminar que paralisara as obras. O Palácio do Planalto e a CNBB estavam tensos e mobilizados por conta do protesto, e multidões acorriam a Sobradinho, onde o Bispo havia se retirado, enquanto a imprensa narrava tudo o que acontecia ali com cores vivas. O Brasil inteiro, solidário, já se lamentava pelo sacrifício de mais um mártir político.

Tudo isso para quê? Para nada.

Hoje as obras seguem, enquanto o Bispo voltou a se alimentar normalmente. Letícia Sabatella que enxugue suas lágrimas, as multidões que se dispersem, e o Rio São Francisco e seus ribeirinhos, tão ameaçados conforme o credo de Dom Cappio, que se danem. E que Lula siga feliz, de mãos limpas.

Essa história ficou parecendo a daquela mulher que é maltratada pelo marido e vive se queixando disso para os parentes e amigos. Leva porrada, é posta para fora de casa, é traída pública e notoriamente, é humilhada na frente dos filhos. E aí de vez em quando se revolta, quebra uns pratos, grita que vai embora, que vai pedir o divórcio e viver de pensão alimentícia, arranjar alguém mais digno e refazer a vida.

Ameaça, ronca e fuça, volta para a casa dos pais com armas e bagagens... só para daí uns dias voltar toda sem-vergonha para a convívio do seu marido-algoz. E que se foda quem perdeu tempo indignando-se ao ouvir a sua cantilena de lamúrias e ameaças.

Ou seja: Dom Cappio é mulher-de-malandro, nos termos da minha falecida avó. Até que a sua primeira greve de fome foi interrompida justificadamente, por causa da trégua pedida pelo Governo Federal; no entanto a segunda aparentemente acabou-se mesmo por covardia ou histrionismo do Bispo, já que o Executivo manteve pulso firme e determinado o tempo todo, e não hesitou um instante sequer.

E agora o religioso não tem mais moral para querer se fazer ouvir de novo. Como na fábula do pastor que divertia-se dando falsos alarmes contra ataques de lobos, a influência política do Bispo de Barra acabou devorada por uma alcatéia.

Uma greve de fome de Gandhi fez parar uma guerra entre muçulmanos e hindus na Índia recém-independente. E isso só aconteceu porque ele chegou ao ponto de realmente quase morrer, forçando os líderes da época admitirem que aquele protesto e aquela obstinação certamente se transformariam em uma mancha em suas mãos. Ninguém quer carregar consigo a culpa pela morte de um quase-santo, e assim a paz foi feita.

Mas homens como Gandhi, que morrem por suas convicções, não existem mais. Pelo menos não no Brasil.



 Escrito por Rindu às 11:50
[ ] [ envie esta mensagem ]




TUDO NOVO, DE NOVO


Que eu costumo encontrar dificuldades para virar páginas na minha vida não deve ser novidade para nenhum leitor mais ou menos assíduo daqui do Quarto 1222. Sou uma pessoa genuinamente existencialista, se não niilista, e a ruptura do presente tornar-se passado costuma ser percebida em profundidade por mim.

Eu sou meio saudosista na hora de me desfazer de certas coisas. Quando chega a hora de vender um carro, ou de me mudar de endereço, me permito uns instantes de uma certa nostalgiazinha besta. Até mesmo durante a reforma da casa dos meus pais eu parei para pensar na vida quando vi as antigas louças do meu banheiro jogadas no meu quintal -- e convenhamos, lamentar-se por uma privada velha é o cúmulo da imbecilidade.

Esses momentos não se devem a um pretenso apego a coisa que vai em si, mas sim às memórias que elas encerram. As pessoas que passam por uma casa, os momentos vividos num cômodo, as histórias testemunhadas por um carro... essa mera figuração nas minhas lembranças é valorizada quando chega a hora de dar adeus e seguir em frente.

Hoje eu me desfiz do meu Clio, e a despedida foi melancólica. Sujo, óleo vencido, 119 mil quilômetros rodados, eu o troquei por um Punto. Deixei ali, no pátio da concessionária, não só algo que esteve maciçamente presente na minha vida nos últimos seis anos, mas também a remissão para muitas, muitas, muitas lembranças ruins.

Não quero ser injusto e dizer que o carro só me acompanhou por desgraças, mas também não dá para esquecer que a maior parte das lembranças ligadas a ele me são incômodas. Ele estava ali quando eu comecei a odiar a minha vida, e durante toda a minha depressão. Então não dá para desassociá-lo de momentos como eu ir chorando para o trabalho no Escritório de Advocacia, rezando para que Deus me tirasse daquele exílio. Ou estacionar em frente a Faculdade de Relações Internacionais da UnB e chorar ali até cansar, para então conseguir encarar as aulas da pós-graduação sem ter um colapso nervoso fora de hora.

Por muito tempo o miolo do volante esteve manchado, com o rastro seco das minhas lágrimas.

Esse carro foi testemunha dos maiores erros e equívocos que eu cometi de 2001 para cá. E, Deus do Céu, como eu cometi equívocos nesse tempo! Essa constatação é tão forte, tão veemente, que a primeira oração que eu fiz quando peguei o meu carro novo foi que Deus não permitisse que ele me levasse -- nem que só como meio de transporte mesmo -- para tantos erros como o anterior fez.

O que eu mais desejo atualmente é não mais errar nem enganar-me tanto. E quero muito também deixar esse passado de tentativas-e-erros para trás, definitivamente. Nem que para isso eu precise mudar o cenário da minha vida: nova casa, novo carro, nova vida.

Essa é, agora eu vejo, mais uma das minhas recriações.



 Escrito por Rindu às 18:55
[ ] [ envie esta mensagem ]




DE REPENTE, CLARICE


O que te faz merecer chegar em casa no fim de um dia cansativo no trabalho, e encontrar um cartão de natal lindo, mandado bem lá de longe por quem não te conhece pessoalmente?

E ainda ter a doce supresa de encontrar dentro do envelope dois CDs, com crônicas de Clarice Lispector lidas por Aracy Balabanian, e um VCD com a última entrevista da escritora? Ah, isso sem contar uma cartinha manuscrita (cartas manuscritas são preciosas para mim) acompanhando todo o presente?

Surpresas boas assim fazem a vida da gente mais doce.



 Escrito por Rindu às 09:25
[ ] [ envie esta mensagem ]




13


Não sei se vocês se lembram, mas há algum tempo eu estava me queixando aqui no Quarto 1222 que eu estava precisando de dicas de leitura que valessem a pena. Pois então: Deus ouviu meus lamentos e fez chover livros bons na minha horta. Entre clássicos e best-sellers de sustança, eu acho que estou com a minha agenda literária de 2008 repleta desde agora.

A lista é grande, saca só:

  1. "São Paulo, o Apóstolo das Gentes", Otto Hophan
  2. "Perfis Brasileiros: D. Pedro II", José Murilo de Carvalho
  3. "Minha Vida é Cristo", Jesús Colina entrevista o Pe. Marcial Maciel
  4. "Banquete com os Deuses", Luís Fernando Veríssimo
  5. "A Cidade e os Cachorros", Mario Vargas Llosa
  6. "A Cidade do Sol", Khaled Hosseini
  7. "A Menina que Roubava Livros", Markus Zusak
  8. "Últimos Poemas", Pablo Neruda
  9. "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Machado de Assis
  10. "Cartas do Front", Andrew Carroll
  11. "Dona Leopoldina - Cartas de Uma Imperatriz", Bettina Kann e Patrícia Souza Lima
  12. "A Conspiração Franciscana", John Sack
  13. "1808", Laurentino Gomes

O primeiro livro eu já li, e já comecei o segundo. Não sei se vou lê-los na ordem que está na lista, acho que não. Talvez até dê para ler dois livros concomitantemente, os poemas do Pablo Neruda e a entrevista do Pe. Maciel com outros de prosa, no primeiro caso, ou de sustança, no segundo. O importante é que eu estou louco para lê-los todos, não há um sequer que eu vou ler por algum propósito auto-imposto. Vai ser tudo pelo prazer, mesmo.

Pense num cara feliz como pinto no lixo!



 Escrito por Rindu às 23:14
[ ] [ envie esta mensagem ]