CROSSROADS
E aí que a TAM me apareceu com umas passagens muito baratas para São Paulo, e eu não hesitei em fugir para lá para escapar de um carnaval melancólico em Brasília.
Ao contrário da viagem do começo do ano, essa foi mais tranqüila, por assim dizer. Não andamos muito, e gastamos o nosso tempo (e o dinheiro) comendo em lugares legais, vendo exposições e indo ver uma versão mais velha e mais gorda de Caco Antibes no musical "Os Produtores". Dormi muito, mas não o suficiente, e embora fosse feriado a cidade não estava vazia, de modo que deu para pegar umas baladas bem animadas. Excetuando-se eu ter perdido o vôo tanto na ida como na volta, creio que não tenho do que me queixar desse passeio.
Essa viagem teve para mim um cunho mais reflexivo, sei lá por quê. Só eu mesmo para entrar numa egotrip niilista no meio de uma farra de carnaval... Mas a verdade é que de repente eu me vi mais uma vez vislumbrando a minha vida como ela poderia ser, e caindo na esparrela de compará-la com como ela é agora. É lógico que o saldo disso não foi positivo.
Voltei para Brasília me sentindo como um degredado que é condenado a trabalhos forçados numa pedreira. Fazia tempo que essa cidade não me parecia tão opressora, tão limitante, tão abafada. Nunca a pretensa carreira que eu achei que tinha me pareceu tão vazia, sem perspectivas e insossa. Nunca antes eu tive tamanha certeza de que aqui não é o meu lugar, nunca foi.
E de novo tive ganas de mover céus e terras para sair daqui. Depois de uns dois anos mais ou menos resignado, tentando fazer as coisas darem certo conforme elas se apresentavam a mim, lá vou eu novamente colocar minhas tropas na rua para vencer esse cerco que me prende nesse quadradinho dos infernos. Estou disposto a investir pesado nisso, disparar currículos para todos os lados.
Me mandar de Brasília virou a minha meta para 2008.
Aliás, alguém aí recomenda algum site de recursos humanos para isso? Não sei se dá para confiar na Catho e na Manager...
Escrito
por Rindu às 12:56
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