PÁRA QUE EU QUERO DESCER
Eu tenho pago caro por essas minhas idas recentes e repetidas a São Paulo. Digo isso não só pelas minhas faturas do cartão de crédito, que andam mesmo de um jeito capaz de fazer Tieta do Agreste se roer de inveja. Mas também a minha saúde tem sofrido muito com isso.
À medida em que vou ficando mais velho, tenho ficado cada vez mais alérgico. E dormir com o ar-condicionado ligado no talo, como acontece quando vou a São Paulo, não tem me feito bem. É a conta de voltar de viagem para ter um rosário de rinites, sinusites e sei lá mais o que que torna o ato de respirar algo complicadíssimo para mim.
O diabo é que não tenho alternativa. Se abro a janela, não durmo por causa do barulho. Se a fecho e não ligo o ar, morro assado dentro do quarto. E, se ligo o ar-condicionado, fico assim, do jeito que estou hoje.
Não sei o que me acometeu de sexta-feira para cá. Só sei que junto com uma alergia fortíssima, veio uma tosse seca e a sensação de estar com laringite, embora não haja nenhum indício de infecção. Não há febre, não há dor, só a maldita tosse que me arrebenta por dentro. E uma sensação ruim de algo estar fora de esquadro aqui dentro.
Sábado passei afônico, domingo baixou um encosto de Barry White em mim (ou era Darth Vader?). E dá-lhe anti-alérgicos e xaropes para conter essa zica.
Aí ontem, para completar a minha felicidade, o motor do vidro do meu carro quebrou e a porra não pára fechada. E eu, na hora de entrar na garagem lá de casa, relei no caixilho do portão e agora meu Punto preto tem um friso branco do lado direito.
Preciso de um descarrego, viu.
Escrito
por Rindu às 10:49
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