O CÉU NOSSO DE CADA UM
Cara, que esculhambação que esse blog virou... como assim meu último post foi há dez dias?! Eu mesmo fico impressionado com o quanto que o meu afã blogueiro às vezes se enfraquece, fenece... mas não perece! Porque o tempo pode passar, o bicho pode pegar, mas eu acabo sempre voltando aqui ao Quarto 1222 para dar uma relaxada. Há seis anos Edmont Hotel é o meu refúgio preferido.
Ah, então! Este glorioso blog Edmont Hotel (NY), Quarto 1222 completou no último dia 19 de março seis anos de estrada. Cara, seis anos! Uma criança que tenha nascido no dia que eu postei pela primeira vez, se brincar, hoje já sabe ler. É muita estrada! Muita alegria passou por aqui, muita tristeza também... muita bobajada, muitos erros, desabafos... e crescimento, claro. Sinceramente, eu acho que este blog é o mais completo registro de todo um complexo e tumultuado processo de amadurecimento por que passei nesses últimos anos. E não há como negar: de 2002 para cá eu tenho vivido os anos mais significativos da minha vida. Esse meu histórico é tão importante que praticamente define quem eu sou hoje.
Pois é, não postei antes porque estava de férias e, depois das férias, me meti num turbilhão aqui no trabalho que só foi arrefecer um pouco hoje. Quando eu saí de férias se havia deflagrado um conflito horrível no Escritório, que eu esperava já encontrar resolvido quando voltasse. Qual nada! A inana me esperou e eu tive que surfar essa onda de picuinha, inferninho e tensão da melhor maneira que pude, lutando para não me afogar nela. Foi bem difícil encarar a volta aqui para o meu caixote, viu.
Para vocês terem uma idéia, não consegui ir malhar nenhum dia dessa semana, tamanho era o meu cansaço físico e mental no fim do dia. Chegava em casa exausto, os ombros doendo de tensão, só querendo ficar sem pensar em mais nada até chegar a hora de ir dormir. OK, o fato de eu ter arrancado o tampo do dedão do meu pé esquerdo em Belo Horizonte, e essa obra de arte estar inflamada e doendo dentro do meu tênis, contribuiu em grande parte para eu não dar as caras na academia. Mas convenhamos que se eu estivesse pilhado para malhar eu não teria problemas com o meu pé dolorido.
Ontem tive uma consulta no meu nutricionista. Ainda estou obcecado em chegar aos 80 quilos com 10% de gordura, que é a minha meta de ouro deste ano. Duas semanas comendo mal, dormindo muito, andando como um judeu errante e sem malhar poderiam ter deixado uma marca devastadora no meu metabolismo, mas até que nem foi assim. O saldo do mês passado foi que eu ganhei 250 gramas de massa magra (contra os dois quilos e seiscentos do mês anterior) e 400 gramas de gordura. Pow, se depois das férias eu ainda consegui um saldo minimamente positivo, imagina o que teria sido se eu tivesse ficado aqui malhando? Pois é, o verão 2009 que me aguarde (falou o garoto praiano)!
Então, semana passada eu passei inteirinha em BH... e cara, foi bom. Eu praticamente não fiz nada que não fosse comer, dormir e morgar, e não tinha como as férias serem melhores justamente por isso. Descansei o que precisava descansar, e rever os bons amigos que tenho lá contribuiu para uma higiene mental que me era urgente.
Bons amigos hoje em dia são coisas raras -- pensando bem, quando deixaram de sê-lo? É muito angustiante decepcionar-se com pessoas que uma hora ou outra descobrimos que precisamos expulsar da nossa vida a todo custo, mas por outro lado é extremamente gratificante descobrir aqui e ali pessoas genuína e essencialmente boas, que valem a pena ter por perto. Já diz a Bíblia que quem encontra um bom amigo achou um tesouro, e não há nada mais correto do que isso. Bons amigos, amigos de verdade, devem ser guardados no coração como troféus numa estante. E eu me orgulho muito dos verdadeiros amigos que hoje sei que tenho nas alterosas.
E graças a Deus esse círculo tende a crescer. Quando a gente se propõe a ser do bem, e desejar tudo de bom para todo mundo à nossa volta -- independente de gostar ou não das pessoas -- a tendência é que a gente acabe atraindo pessoas que também pensam assim para o nosso redor. Enquanto há quem opte por viver num covil de maledicência, calúnia e mágoa, eu preferi voar mais alto e construir o meu céu aqui na terra mesmo. E nessa Semana Santa eu tive o prazer de conhecer uma pessoa que se preocupa em semear o bem e cultivar amigos de verdade, e o exemplo dela me ensinou muita coisa. Foi uma lição e tanto para mim.
Obrigado por tudo, Fernanda.
Escrito
por Rindu às 11:51
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