NHÉ
Meu, eu não sei o que tem dado em mim ultimamente. Eu ando num bode tão grande, tão grande, que não me dá vontade de fazer nada. E, é claro, quem paga o pato é o Quarto 1222. Sim, porque eu só posto aqui quando estou com vontade, de verdade. Post escrito de qualquer jeito, sem amor, não presta.
E nem é falta de inspiração. Direto eu noto coisas que dariam bons temas de posts, e chego até mesmo a rascunhar alguma coisa na cabeça. Mas isso passa logo e, quando eu chego na frente do teclado, tudo o que eu quero é ler bobagem no TDUD? e bater papo no MSN. E mais nada.
As coisas no trabalho têm andado cada dia mais tensas, e acho que posso dizer que isso tudo por conta de uma única pessoa. É incrível como basta uma pessoa do mal para disseminar um climão horrível, pesado, que suga as forças de todo mundo exposto a ele. Tem dias que eu saio do Escritório tão cansado como se tivesse sido surrado, embora de fato o trabalho nem tenha sido assim pesado.
Agora tudo depende de uma missão de avaliação do Escritório, que vai acontecer nas próximas semanas. O prognóstico, parece, não é muito bom porque talvez acabe tendo que acontecer uma escolha de Sofia. Meu, Deus que me perdoe, mas confesso que em certas horas eu torço mais para que isso aconteça mesmo, e a gente enfim possa se ver livre dessa urucubaca toda.
Mudando de assunto, no campo das novidades eu recentemente fui parar em Rio Branco, no Acre. E fui para lá voluntariamente, na melhor das boas-vontades. E foi bom. Fui muito feliz duas horas depois do horário de Brasília.
Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a diferença entre os terminais do Aeroporto de Brasília. Da parte de cima, partem os aviões para o centro-sul do país, e na parte de baixo é a sala de espera para os passageiros com destino ao norte e nordeste. Eu viajei na véspera do feriado, o Aeroporto estava bombando de gente, lotadíssimo. Tanto na parte de cima como na de baixo, as lanchonetes estavam com filas enormes, um movimento danado.
Pois bem: na parte de cima mal se via lixo no chão, apenas um ou outro guardanapo, ou papel de bala, que algum distraído ou porco largou por ali. Já na parte de baixo... ah, meu amigo... nem lanchonete de rodoviária fica daquele jeito. Os guadanapos sujos formavam marés aos pés do balcão, e em volta da lanchonete uma miríade de porcarias pisoteadas formavam uma massa indefinida que salpicava o granito. Eu fiquei pasmo.
Isso me fez lembrar os tempos do Projeto, quando as minhas andanças por tudo o que é biboca desse país me fizeram entender um pouco melhor as razões pelas quais uma mera questão de paralelos no mapa determinam verdadeiras diferenças de civilizações. E o jeito de consertar isso é na base da educação maciça... mas com os políticos que são eleitos, nós estamos no mato sem cachorro.
Aliás, nós não. Eles.
Escrito
por Rindu às 14:31
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