"I can't go any further than this I want you so badly, it's my biggest wish.
"Cool, I spend my time just thinking about you Every single day, yes, I'm really missing you And all those things we use to do Hey girl, what's up? It used to be just me and you.
"Can you meet me halfway, right at the borderline? That's where I'm going to wait, for you. I'll be looking out, night and day -- You took my heart to the limit, and this is where I'll stay. I can't go any further than this I want you so badly, it's my only wish.
"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas Across the universe I go to other galaxies. Just tell me where to go, just tell me where you want to meet I navigate myself to take me where you'll be."
"Meet Me Halfway" Black Eyed Peas.
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NOSTALGIA MANDA LEMBRANÇAS
Incrível como umas seis agulhas de nada, postas em lugares estranhos (tipo entre os olhos, acima do umbigo ou no topo da cabeça) são capazes de ter um efeito tão forte. Ontem tive a minha primeira sessão de acupuntura para tratar o stress, e tão logo o cara espetou a última agulha eu apaguei ali na maca mesmo, mergulhando num sono maravilhoso. Tive que ser acordado aos cutucões, e assim que cheguei em casa já senti os olhos ardendo de sono de novo. Dormi o sono dos justos a noite inteira, uma maravilha, como havia meses eu não fazia. Nem senti mais o desconforto da minha cama, que é dura como uma mesa de sinuca.
Amanhã eu tenho consulta com a homeopata. Se eu for mesmo assim tão suscetível aos tratamentos, acho que rapidinho eu vou estar novo em folha.
Mudando de assunto, hoje é aniversário de um amigão meu, e eu fui almoçar com ele. Como o cara é enrolado e custou a chegar no restaurante, eu fiquei passando o tempo olhando as lojas em volta, para não ter que ficar esperando sozinho numa mesa. E quando eu encontrei uma loja de brinquedos, fiz a minha felicidade.
Tenho 32 anos e tudo, mas sou louco por brinquedos até hoje. Adoro ver os carrinhos Hot Wheels e me lembrar da minha coleção de Matchbox importados, que nos tempos de Brasil fechado para o mundo eu incrementava às custas das amizades dos meus pais no corpo diplomático. E até hoje me ressinto de nunca ter ganhado um jogo Detetive, que já inspirou até um filme.
Mas a grande mágoa mesmo é por conta de terem parado de fabricar os Playmobil. Eu adorava, mesmo depois de crescido, ir ver as novidades que eram lançadas para os bonequinhos. No final tinha até ilha do tesouro, palácio com sala do trono e estação espacial com vários compartimentos. Já no meu tempo a coisa era mais básica -- mas mesmo assim eu me divertia semanas a fio com a minha coleção quase completa do Velho Oeste, que incluía o Forte Apache. Também tive uma caravela (recentemente lançaram também um clipper), umas duas naves espaciais, uns caminhões e uns carros. Quando parei de brincar, eu enchi uns três sacos de lixo grandes com a minha coleção, para doá-la. Grande burrada.
Hoje não vejo mais esse tipo de brinquedo nas lojas. Legos são parecidos, mas não se comparam aos Playmobil. E, de resto, tudo o que se vê são monstros cada vez mais desfigurados, bonecas boazudas e bonecos sempre mais musculosos, sempre carregando muitas, muitas armas. Tudo muito chato.
Antigamente brincar significava usar a imaginação. Hoje parece mais um jogo de preparar-se para consumir (ou ser consumido).
Escrito
por Rindu às 18:42
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... / _ _ _ / ...
Então que eu parei para pensar que esse lance da alergia não é a única coisa que não anda batendo bem na minha vida. Eu também ando dormindo mal, fico acordando no meio da noite, e de manhã eu já me levanto cansado. Passo os dias caindo pelas tabelas de sono, sem pique, mas quando chega de noite eu não consigo dormir antes das duas da manhã.
Para o party-monster que eu já fui, não ter gás para sair numa noite de sexta-feira, ou de sábado, é algo muito estranho. E que começou a acontecer muito súbito. Aliás, eu não ando com gás para nada. Nada MESMO. Passo os meus fins de semana em casa, dormindo até ficar zonzo, com o corpo intoxicado de tanto sono.
Isso tudo tem um nome só: STRESS. E, pelo jeito, eu sou mais uma vítima da doença do século, e tenho que fazer algo a respeito disso o mais rápido possível. Já marquei a minha primeira sessão de acupuntura para hoje, e estou tentando marcar com uma homeopata recomendada pela minha chefe o quanto antes.
Acho que tenho o jeito de ser um cara que só acredita na alopatia (conforme o Tommie supôs no seu comentário no post anterior). Mas francamente, o que ela pode fazer por mim agora? Me mandar tomar vitaminas, sedativo para dormir, estimulante para acordar e agüentar o tranco do dia? Já soube de gente que morreu por entrar nessa espiral descendente e destrutiva. Acho que a alopatia é válida para coisas pontuais, como uma infecção aguda, mas para situações mais conjunturais a solução está mesmo nessas terapias holísticas.
Inclusive eu já me tratei com homeopatia antes. Na época da minha depressão o que me içou do abismo foi o Prozac velho de guerra, mas depois venho mantendo a ansiedade sob controle com base tanto na homeopatia como na fitoterapia.
Plantinhas rulez.
Escrito
por Rindu às 12:31
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"CLARO QUE DÃO!
Eu não fui uma dessas crianças alérgicas, sempre fanhosas e ranhentas, que vivem com o nariz sujo de catarro seco. Sempre convivi com cachorros, gatos, carpetes, roupas de lã, livros e coisas velhas, e nunca nada disso foi problema para mim. Mas nos últimos anos, por desígnios de Deus que a gente não consegue mesmo entender, eu ando me tornando um saco de alergias. E a cada ano que passa, tem sido pior.
Esse fim de semana foi um suplício tremendo. Acho que o meu cobertor é o que anda desencadeando as minhas alergias, e eu acordei todas as noites com o nariz completamente tapado. Daí, além do transtorno de acordar assim tão congestionado, eu ainda tive que lidar com os transtornos de respirar pela boca: uma sede maldita e uma desidratação galopante, que me deixava zonzo o dia seguinte inteiro. Isso sem falar nos lábios trincados e, mais tarde, feridos. Um sofrimento.
Antes eu conseguia contornar o quadro sem tomar nada, só me afastando do que estava me causando a alergia. Depois, isso só se resolvia com doses de Claritin D ou outro anti-histamínico qualquer. Depois de um tempo esses remédios passaram a serem quase que inócuos, e tive que entrar no Allegra D mesmo, que resistiu pouco tempo: hoje em dia não tenho encontrado anti-alérgico que dê conta dessa sensação de ter formigas caminhando no céu da minha boca e uma pena enfiada nas minhas narinas, sendo retirada bem devagarinho.
Meus amigos já se acostumaram a me ver de olhos e nariz inchados, como se eu estivesse chorando muito, e nem se assustam mais quando eu coço o meu nariz como se fosse arrancá-lo da face. Aliás, a minha vontade é bem essa mesmo: arrancar o nariz da cara e ficar só com um buraco no lugar. Acho que padeceria menos assim.
Aí que se mal estamos em maio e eu já estou essa ruína humana, eu resolvi não esperar mais. Vou finalmente me consultar com um alergista e ver o que eu posso fazer. Porque não dá para ficar esperando o clima de Brasília acabar comigo de vez, né?
Escrito
por Rindu às 15:06
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