"I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish.

"Cool, I spend my time just thinking about you
Every single day, yes, I'm really missing you
And all those things we use to do
Hey girl, what's up? It used to be just me and you.

"Can you meet me halfway, right at the borderline?
That's where I'm going to wait, for you.
I'll be looking out,
night and day
-- You took my heart to the limit,
and this is where I'll stay.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my only wish.

"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe I go to other galaxies.
Just tell me where to go, just tell me where you want to meet
I navigate myself to take me where you'll be."

"Meet Me Halfway"
Black Eyed Peas.








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ESCAMBO


Ah, rapidinho: Ingrid Betancourt livre fez a minha semana bem mais feliz.

Ao mesmo tempo fiquei ainda mais puto com o governo do Lula, que se recusa a classificar as FARC como um grupo terrorista. Para os imbecis do PT e outros iludidos da sua laia, essa gente que mantém inocentes como reféns por anos e anos no meio da selva ainda se trata de uma guerrilha política de esquerda, que luta pela libertação das massas oprimidas das garras da mais-valia capitalista. Em nome de sua ideologia pobre e defasada, nossos gloriosos governantes se recusam a verem esse bando de facínoras como eles são de fato: uma corja de terroristas sangüinários e baderneiros oportunistas, uma malta de salteadores a soldo dos narcotraficantes. Sob o discurso revolucionário, estão todos empenhados em manter parte do território da Colômbia à margem da lei e à mercê da barbárie, para benefício do tráfico de drogas. Ou seja: não é caso de política, é caso de polícia.

Creio veementemente que deveríamos fazer um esforço internacional para trocarmos os muitos reféns ainda em poder das FARC -- alguns ali há quase uma década, senão mais -- pelo Lula, Dilma Roussef, José Dirceu, Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Correa (presidente do Equador) e pela Christina Kirchner. É uma questão de justiça: libertam-se os inocentes e reúnem-se os bandidos. Certamente serão os reféns mais contentes de que se teve notícia na História.



 Escrito por Rindu às 12:58
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SÍNDROME DE ESTOCOLMO


Daí que aquela situação aqui no Escritório, que vinha se arrastando havia meses, se desenrolou nos últimos dias. Enfim chegou a versão final do relatório do cara da Sede que nos visitou em maio, recomendando que a minha Unidade diminuísse um posto -- e não foi o meu.

Graças a Deus conseguiu-se que não fosse uma demissão, mas um remanajemento entre Unidades do Escritório. E foi assim que partiu uma das pessoas que mais dificultou as coisas para mim e para todo mundo aqui em volta nesses últimos tempos de mudanças. Há um certo alívio, com certeza, mas acompanhado de uma certa angústia: foi-se a pessoa, levando consigo sua experiência e conhecimento, e para trás ficaram suas incumbências, responsabilidades e serviço para eu dar conta... Será que eu vou conseguir? Será que eu vou querer conseguir?

E aí que eu me vejo numa relação meio estranha com o meu algoz, alguém que me causava os piores efeitos do stress, dores físicas mesmo. Agora que ela saiu do meu caminho,  eu me pergunto como vou viver sem ela.

Mazoquismo?



 Escrito por Rindu às 12:44
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