BANG, BANG
É verdade: esse blog já viu dias melhores. Para mim mesmo é inacreditável como eu tenho sido capaz de largar o Quarto 1222 à uma míngua de um post por semana, às vezes até mais do que isso. Cadê o vício de blogar que já me consumiu tanto? Cadê o viço e a verve deste que já foi um blogueiro mais assíduo?
Não sei. Se alguém achar essas coisas por aí, me avisa que eu mando buscar.
Ao passo que a minha vida segue uma rotina tediosa, no mundo só se fala da crise que o Governo Bush nos presenteou ao sair de cena, e no Brasil o assunto é o inacreditável seqüestro de quatro dias que está rolando em Santo André. Puta que pariu, que assuntos cacete, viu?
Por um lado, eu acho graça da convicção do Lula de que essa crise não vai engolir o Brasil. Vai sim, meu caro pudim-de-cachaça barbudo, porque somos por demais dependentes do crédito estrangeiro que se tornará por demais escasso nos próximos tempos. Vai ser meio que nem o fim do milagre econômico da década de 70, quando o Brasil acreditou que a alta do petróleo não nos ferraria. E ferrou. O bom disso é que a candidatura do Dilmão Roussef provavelmente vai para o espaço sideral, o que me enche de alegria e esperança.
Por outro lado, eu estou de cara com o tamanho da paciência da polícia de São Paulo com esse cara que está mantendo a ex-namorada à mira de bala em Santo André. Meu, cadê a PM que atira primeiro e pergunta depois? Que compreensão toda é essa?! O cara está lá há quatro dias com a menina, e a polícia em volta toda atarantada, esperando a alucinação do cara passar. O cara não dorme esse tempo todo? Não vai ao banheiro nunca? Cadê que ainda não invadiram esse apartamento, ow? Cadê os atiradores de elite que matam o criminoso, a vítima, e se bobear algum vizinho desavisado também? Eu não tenho paciência com uma coisa dessas.
O pior é que é bem provável que a moça saia de lá noiva bem apaixonada pelo bandido, por conta da Síndrome de Estocolmo. Aí a tropa que estava guardando o seqüestro dela bem podia ser convidada para padrinhos do enlace.
Ah, deixa eu contar: quarta-feira eu tomei um Benegrip, por conta de um resfriado que vem me aborrecendo há dias. Mais um Benegrip de milhares de Benegrips que eu já tomei na minha vida.
Pois bem.
A bagaça tem 500 mg de Dipirona Sódica, e eu não sabia. E sou alérgico a Dipirona Sódica. Em questão de minutos eu me empolei todo, inchei, e a minha pressão foi a oito-por-seis. Por pouco não tenho que ser levado a um hospital, Deus me livre até com uma parada cardíaca. Foda foi o meu pai cagar e andar para a situação, concentrado que estava no jogo do Brasil -- eu é que tive que ir à farmácia, à pé, alergia deflagrada, já com a pele púrpura, comprar Polaramine. Só depois que ele mediu a minha pressão é que ele viu que a coisa era séria e se preocupou.
Minhas alergias são na base da tentativa-e-erro. Amanhã posso ser violentamente alérgico a um remédio que tomei hoje. Daí a lista de proibições para mim só aumenta: Novalgina, Dorflex, Magnopyrol, Neosaldina, Benegrip...
E viva o Paracetamol.
Escrito
por Rindu às 13:01
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