"I can't go any further than this
I want you so badly, it's my biggest wish.

"Cool, I spend my time just thinking about you
Every single day, yes, I'm really missing you
And all those things we use to do
Hey girl, what's up? It used to be just me and you.

"Can you meet me halfway, right at the borderline?
That's where I'm going to wait, for you.
I'll be looking out,
night and day
-- You took my heart to the limit,
and this is where I'll stay.
I can't go any further than this
I want you so badly, it's my only wish.

"Girl, I travel around the world and even sail the seven seas
Across the universe I go to other galaxies.
Just tell me where to go, just tell me where you want to meet
I navigate myself to take me where you'll be."

"Meet Me Halfway"
Black Eyed Peas.








Meu perfil



BRASIL, Homem



Humor do Dia


Outros links
.   Ralph Luis
.   Ayane
.   Fernanda
.   Milady
.   Sisto Sexto
.   DaniG.
.   Carlos Wilker
.   Caco
.   Gabriel
.   Paulo Hasse
.   Avassaladora
.   -=|Ë¡ Jöãö!?|=-
.   Ariel
.   Streti
.   Moraes
.   Érica

Histórico
 Quarto em 2006
 Quarto em 2005
 Quarto em 2004
 Quarto em 2003
 Quarto em 2002




XML/RSS Feed





Locations of visitors to this page

 

A CAMINHADA E O TROPEÇO


Hoje eu li uma reportagem publicada no UOL que começava assim:

"O salário é pouco; as responsabilidades tornaram-se excessivas; o superior direto é inseguro e impede seu crescimento profissional; o ambiente de trabalho é demasiado competitivo; falta reconhecimento. Muitos são os motivos que levam as pessoas a procurarem outro emprego".

Juro que tive que cuidar para que lágrimas não viessem aos meus olhos. Quer dizer então que outras pessoas já passaram pelo que eu venho passando nos últimos meses? Que a minha não é uma situação inédita? E, o melhor: que há uma saída (embora drástica) para isso?

Acho que alguns ainda se lembram do entusiasmo com que aceitei a oportunidade de vir trabalhar na Organização. Acreditava de verdade que aqui eu encontraria um ambiente motivante, entusiasmado, pujante, dinâmico. Pensei que aqui seria um lugar em que eu encontraria todos os meios para crescer tanto como pessoa quanto como profissional, com campo para desenvolver meus talentos e capacidades ao máximo. Enfim, achei que tinha encontrado um lugar para construir uma carreira sólida que duraria até o dia em que me aposentasse.

Quanta decepção... Ao contrário de tudo o que eu idealizava, o que eu encontrei foi uma calamidade cronicamente desorganizada, e caótica às raias do desespero. Um sistema confuso que opera de maneira injusta e arbitrária, que prefere buscar bodes expiatórios para a suas falhas estruturais do que convocar esforços para encontrar-lhes uma solução. Numa miopia administrativa acentuada, questões básicas de infraestrutura parecem ser bem menos importantes do que, por exemplo, o cumprimento estrito do horário de trabalho ou a casualidade da indumentária dos funcionários.

Toda essa conjuntura se reflete de modo cruel no ambiente de trabalho. As pessoas trabalham inseguras e angustiadas, porque nunca se sabe quem estará na berlinda da próxima vez. Sempre tensas, estão sempre prontas para apontar os dedos umas às outras, no afã de desviarem para outro colega o foco de um aborrecimento que, em última análise, sequer lhes compete. Num ambiente doentio assim, coleguismo e cooperativismo são conceitos abstratos, cultivados timidamente quase que como virtudes ascéticas.

E é claro que isso tem o seu preço: um escritório cheio de pessoas estressadas, desmotivadas, queixosas e infelizes. Licenças médicas são frequentes, e os constantes pedidos de férias ao longo do ano são indícios de que as pessoas simplesmente não conseguem ficar por aqui muito tempo sem desejar poder simplesmente sumir.

E o pior é que nem se fala de melhorias: aos olhos dos gestores, isso tudo que eu acabei de dizer é fantasia ou insolência dos funcionários. Afinal, se são pagos em dia, para que falar de reconhecimento profissional? Ou progressão na carreira? Se têm tantas responsabilidades e atribuições para se dedicarem, para que perder tempo construindo um ambiente amigável, livre de tensões e cooperativo? Se o importante é que as coisas sejam feitas direito e a tempo, para que então se perder tempo falando de criação de rotinas e distribuição equanime de responsabilidades?

Foi assim que conseguiram tranformar a minha motivação numa insatisfação abissal. Olho à minha volta e o que eu vejo não me realiza nem um pouco, e é grande a sensação de estar desperdiçando minha a minha saúde, qualidade de vida e capacidades aqui. Ao mesmo tempo em que isso tudo pode vir a me servir de catapulta para mais uma mudança na minha carreira, é impossível não deixar de lamentar: se era para ter sido tão bom, por que tornou-se isso?

E, como eu vi na reportagem, não sou o único no mundo que vive uma realidade assim. Infelizmente, em muitos lugares por aí, é assim que caminha a humanidade.



 Escrito por Rindu às 18:56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]